A catadora de recicláveis, Aline Souza, foi a responsável por colocar a faixa presidencial no Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Foto de Ricardo Stuckert
“As manifestações desde domingo são prova de que o mundo democrático não quer a saída do Brasil deste clube“, escreve a redação do jornal. “A minoria radical bolsonarista, que continua cometendo crimes, como a derrubada de torres de energia, está completamente sozinha
“O isolamento dos terroristas que assaltaram Brasília não é apenas um fenômeno doméstico. Declarações de vários chefes de governo e de representantes de órgãos multilaterais demonstram a existência de uma ampla rede internacional contrária à tentativa de golpe”, afirma um editorial do jornal O Globo, nesta quarta-feira (11/1).
“As declarações desta semana evidenciam, de forma categórica, que as principais potências do Ocidente e os vizinhos da América Latina se preocupam com o que acontece no Brasil“, diz o texto. “As manifestações desde domingo são prova de que o mundo democrático não quer a saída do Brasil deste clube.
Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, declarou “apoio incondicional” à democracia brasileira, durante conversa pelo telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, depois do ataque da minoria radical bolsonarista na Praça dos Três Poderes.
António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, declarou ter plena confiança nas instituições brasileiras e na capacidade de o país lidar com o desafio.
Josep Borrell, chefe da diplomacia europeia, afirmou que a democracia “prevalecerá sobre a violência e o extremismo”.
Emmanuel Macron, presidente francês, que deverá vir ao Brasil em breve, afirmou que a vontade do povo brasileiro e as instituições democráticas “devem ser respeitadas”.
Olaf Scholz, chanceler alemão, usou uma rede social para dizer que o atentado à democracia “não pode ser tolerado”.
Pedro Sánchez, chefe do governo espanhol, lembrou que a ameaça é global e, na América Latina, também estão entre os que manifestaram rechaço aos extremistas:
Alberto Fernández, da Argentina,
Gabriel Boric, do Chile,
Gustavo Petro, da Colômbia,
Andrés Manuel Lopes Obrador, do México e
Luis Alberto Lacalle Pou, do Uruguai
Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, condenou “as ações dos instigadores de distúrbios”.
Wang Wenbin, porta-voz do Ministério de Negócios Estrangeiros da China, disse que o país “se opõe firmemente contra o violento ataque”.
“As críticas aos ataques aos prédios do Congresso, Supremo Tribunal Federal e Palácio do Planalto vindas de governos autoritários têm outra explicação. Não convém a ninguém uma crise de grandes proporções em um país responsável por uma fatia considerável das exportações globais de alimentos. Por seu tamanho e influência, o Brasil também poderia espalhar instabilidade pela América do Sul“.
“A responsabilidade de defender a democracia no Brasil é, e sempre será, tarefa intransferível dos brasileiros. Mas parece evidente que existe um ambiente internacional favorável. A minoria radical bolsonarista, que continua cometendo crimes, como a derrubada de torres de energia, está completamente sozinha”.
