Ataque em Douradina no início do mês deixou ao menos dez indígenas feridos no ato considerado uma retaliação de fazendeiros e uma estratégia do ruralismo no estado
O Presidente da República Federativa do Brasil, Excelentíssimo Senhor Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recebeu neste sábado (10/8) a visita de dez indígenas da autodenominação guarani-kaiowá – segundo maior povo indígena que conta atualmente com cerca de 50 mil habitantes concentrados principalmente no estado do Mato Grosso do Sul.
Nas redes sociais, o estadista postou uma imagem registrada por seu fotógrafo pessoal, Ricardo Stuckert, ao lado dos ministros de Estado Sonia Guajajara (Povos Indígenas), Marcio Macedo (Secretaria-Geral da Presidência da República) e da presidenta da Funai, Joenia Wapichana, além de outros indígenas, inclusive uma criança.
O ministro Paulo Pimenta (Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul) também estava presente no encontro do estadista com a delegação indígena, que segundo as palavras do chefe do Executivo, foi “tratar do conflito no Mato Grosso do Sul, que se intensificou nos últimos dias“.
Vea abaixo e leia mais a seguir:
Ao lado dos ministros @GuajajaraSonia, @MarcioMacedoPT e @Pimenta13Br, e da presidenta da Funai, @JoeniaWapichana, recebi uma comitiva de lideranças Guarani-Kaiowá para tratar do conflito no Mato Grosso do Sul, que se intensificou nos últimos dias.
— Lula (@LulaOficial) August 10, 2024
📸 @ricardostuckert pic.twitter.com/gzPkF0UmFk
Lula determinou a criação de uma força-tarefa para acompanhar a situação de demarcação de terras indígenas no Estado e disse que nos próximos dias uma reunião será agendada para dar início aos trabalhos de avaliação da violência relatada neste sábado, sobre o ataque em Douradina (MS) no início do mês, que deixou ao menos dez indígenas feridos. Os guarani-kaiowá querem a demarcação de 96 terras.
Um dia após a saída da Força Nacional da região, indígenas foram alvejados e dois dos feridos ficaram em estado grave. A Articulação dos Povos Indígenas condenou o ataque e solicitou ajuda, enquanto o acampamento Esperança do MST também foi atacado e incendiado.
O ato foi considerado uma retaliação de fazendeiros e uma estratégia do ruralismo no estado.
Autoridades repudiaram a violência e informaram a presença de uma equipe para prestar suporte de saúde e segurança aos indígenas.
A demarcação da terra indígena segue suspensa devido a discussões no Congresso sobre o marco temporal.
