A Presidenta do NDB do BRICS está no Brasil para as reuniões do G20, no Rio de Janeiro, onde esteve na segunda-feira, na abertura do States of the Future – evento paralelo para debate sobre os desafios emergentes do século XXI e o papel do Estado na promoção de um modelo de desenvolvimento mais sustentável e socialmente justo
O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recebeu no Palácio do Alvorada, na tarde desta sexta-feira (26/7), a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), que atualmente é presidenta do NDB do BRICS (New Development Bank – Novo Banco de Desenvolvimento) do bloco originalmente formado pelos países Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que tem sede em Xangai.
Nas redes sociais, Lula noticiou o encontro com a “companheira” de luta política e revelou que a visita de Dilma é o “primeiro retorno” da presidenta à residência oficial do chefe do Executivo desde que ela foi golpeada em 2016.
O estadista afirmou que a presidenta será “sempre bem vinda“.
Recebi a companheira @dilmabr no Palácio da Alvorada hoje de tarde. Primeiro retorno dela ao Alvorada desde 2016. Sempre bem-vinda.
— Lula (@LulaOficial) July 26, 2024
📸 @ricardostuckert pic.twitter.com/RvBDAPVZk8
A excecutiva está no Brasil para as reuniões do G20, no Rio de Janeiro, onde esteve na segunda-feira (22/7), na abertura do States of the Future – evento paralelo que tem por objetivo debater os desafios emergentes do século XXI e o papel do Estado na promoção de um modelo de desenvolvimento mais sustentável e socialmente justo.
Em sua participação, Dilma A ex-presidenta avalia que o financiamento é atualmente o grande problema para os países se prepararem para as mudanças climáticas, que tendem a se agravar.
Ela destacou que as altas taxas de juros cobradas de países em desenvolvimento são maiores do que nos países desenvolvidos, o que torna o acesso a recursos cada vez mais difícil.
“Os altos custos de serviço da dívida prejudicam investimentos críticos em áreas como proteção ambiental, mitigação e adaptação, ações de combate à mudança do clima, saúde, educação, infraestrutura ou comprometimento de espaço fiscal com pagamento de juros”, disse.
E ressaltou que as taxas de juros nos países em desenvolvimento sobem mais do que os investimentos em saúde e educação, e que para reverter isso é necessário que o Estado atue como articulador.
“As condições globais de financiamento, além de reduzidas, são proibitivas, devido aos riscos cambiais e às taxas de juros elevadas praticadas nas economias centrais que as adotam e que colocam em risco a estabilidade financeira“, afirmou.
“O espaço fiscal é crucial para garantir os recursos necessários para que os governos possam investir simultaneamente em ações de desenvolvimento e combate às mudanças climáticas”, pontuou a presidenta.
