Autoridades federais marcam presença em evento que inicia gestão focada em equidade laboral e proteção social no âmbito judicial brasileiro
Brasília, 25 de setembro de 2025
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou presença na sessão de posse da nova presidência do Tribunal Superior do Trabalho (TST), realizada nesta quinta-feira (25/set), em Brasília.
O evento, transmitido ao vivo pela TV Justiça e pelo canal oficial do TST no YouTube, reuniu autoridades como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ministra Cármen Lúcia, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) ministro Luís Roberto Barroso e o futuro presidente do STF ministro Edson Fachin, destacando a relevância da ocasião para o equilíbrio entre justiça e políticas sociais.
O novo presidente da Corte, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, assumiu o cargo para o biênio 2025-2027, sucedendo o ministro Aloysio Corrêa da Veiga, que se aposentará em 1º de outubro ao completar 75 anos.
Filho de um pioneiro juiz do Trabalho da década de 1940, Vieira de Mello Filho, mineiro de Belo Horizonte formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi indicado ao TST pelo próprio Lula em dezembro de 2005, tomando posse como ministro em janeiro de 2006.
Sua eleição ocorreu por unanimidade em sessão extraordinária do Pleno do TST no dia 4 de agosto, conforme noticiado pelo site oficial do tribunal.
Ao lado dele, o ministro Guilherme Augusto Caputo Bastos foi empossado como vice-presidente, e o ministro José Roberto Freire Pimenta como corregedor-geral da Justiça do Trabalho.
Em pronunciamento durante a cerimônia, Vieira de Mello Filho enfatizou pilares de sua gestão, como a valorização da independência judicial e o combate ao assédio eleitoral no ambiente laboral, além de políticas de itinerância na Amazônia para ampliar o acesso à justiça em regiões remotas e ações sociais voltadas a crianças e egressos do sistema prisional.
“Caminhando juntos, nós poderemos fortalecer e tornar a nossa Justiça mais visível pela importância do papel que ela tem no cenário nacional, sobretudo num país com desigualdade tamanha. E a justiça social é fundamental para que nós possamos ter um país mais justo, mais equânime e socialmente possível”.
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Logo após o evento, Lula compartilhou sua reflexão nas redes sociais, reforçando o papel central do TST na defesa dos trabalhadores.
Em postagem no X, o presidente escreveu: “Estive presente, nesta quinta (25), na sessão de posse da nova presidência do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Este Tribunal assegura a proteção dos direitos dos trabalhadores, fortalecendo a justiça social e a dignidade no ambiente de trabalho. Desejo uma boa condução do Tribunal ao novo Presidente da Corte, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, ao Vice-Presidente, ministro Guilherme Augusto Caputo Bastos e ao Corregedor-Geral da Justiça do Trabalho, ministro José Roberto Freire Pimenta”.
Estive presente, nesta quinta (25), na sessão de posse da nova presidência do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Este Tribunal assegura a proteção dos direitos dos trabalhadores, fortalecendo a justiça social e a dignidade no ambiente de trabalho.
— Lula (@LulaOficial) September 26, 2025
Desejo uma boa condução do… pic.twitter.com/HClIFGW4Mm
Essa mensagem ecoa o compromisso histórico de seu governo com a legislação trabalhista, especialmente após a indicação inicial de Vieira de Mello Filho há duas décadas.
A posse, ocorrida às 17h no auditório Ministro Arnaldo Lopes Süssekind, no edifício-sede do TST, foi amplamente coberta pela imprensa brasileira, com ênfase na continuidade de uma gestão alinhada aos princípios de equidade.
A cerimônia inicia uma era de foco no respeito às normas trabalhistas e no combate a práticas abusivas, com Lula presente como símbolo de continuidade.
Em seu discurso de posse, Vieira de Mello Filho prometeu atenção especial ao assédio eleitoral e à ausência de oposição entre “justiça e justiça social”.
A nova administração visa consolidar a visibilidade da Justiça do Trabalho em um contexto de desigualdades sociais persistentes no Brasil.
A expectativa é que essa gestão fortaleça a agenda de proteção aos direitos laborais, alinhando-se às prioridades do governo federal para promover dignidade no trabalho e redução de vulnerabilidades no mercado de emprego.







