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Lula pode ser o alvo de Moro 2022 – PF fecha acordo com Cabral que o delatará e devolverá R$ 380 milhões de propina recebida por ele


    Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, assinou acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF), comanda por Sérgio Moro, ministro da Justiça de Jair Bolsonaro. O material foi encaminhado para homologação de Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).


    O acordo prevê que o ex-governador devolva R$ 380 milhões de propina recebida por ele nos últimos anos.

    Da Revista Fórum com informações de O Globo Em depoimentos à PF, Cabral mencionou dezenas de políticos beneficiários da corrupção montada em seus governos no Rio. Um dos delatados pode ser Lula, uma vez que a Lava Jato continua perseguindo o ex-presidente.

    Na última semana, a investida foi contra o filho de Lula. Sem nenhuma razão, procuradores da Lava Jato desencadearam uma operação de busca e apreensão que tinha, inicialmente, o objetivo de prender Fábio Luís Lula da Silva.

    A ação causou indignação ao ex-presidente: “O espetáculo produzido hoje pela Força Tarefa da Lava Jato é mais uma demonstração da pirotecnia de procuradores viciados em holofotes que, sem responsabilidade, recorrem a malabarismos no esforço de me atingir, perseguindo, ilegalmente, meus filhos e minha família”, tuitou.

    Judiciário

    A delação de Cabral também teria atingido ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O ex-governador teria falado sobre seu relacionamento com os integrantes do STJ e com o processo de indicação deles aos atuais cargos. Os nomes dos delatados estão sob sigilo.

    Fachin solicitou uma manifestação de Augusto Aras, procurador-geral da República, que afirmou ser contrário ao acordo de delação.

    Aras disse que o ex-governador escondeu informações e protegeu pessoas durante a negociação do acordo com a Lava Jato do Rio. Alegou, também, que Cabral pode ser considerado o líder da organização criminosa montada no governo do Rio e, portanto, não poderia se beneficiar de um acordo de colaboração. Em resumo, destacou que o acordo da PF com Cabral está fora dos requisitos legais.

    Preso desde novembro de 2016 e denunciado 30 vezes pelo Ministério Público Federal, Cabral foi condenado 12 vezes na Lava Jato e suas penas somadas ultrapassam 267 anos.

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