
GUILHERME BOULOS e LULA
Deputado federal e líder do MTST é visto como um nome capaz de fortalecer a relação do governo com movimentos sociais, especialmente com vistas às eleições de 2026 – SAIBA MAIS
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Brasília, 13 de maio de 2025
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode nomear o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) para um cargo no Palácio do Planalto.
Essa possibilidade tem sido amplamente discutida há alguns dias, especialmente para a Secretaria-Geral da Presidência, de acordo com a Folha de S. Paulo.
Lula tem avaliado Boulos para substituir Márcio Macêdo na Secretaria-Geral da Presidência, pasta responsável pela articulação com movimentos sociais.
A discussão ganhou força após a nomeação de Gleisi Hoffmann para a Secretaria de Relações Institucionais em março de 2025.
Boulos, líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e deputado mais votado de São Paulo em 2022, é visto como um nome capaz de fortalecer a relação do governo com movimentos sociais, especialmente com vistas às eleições de 2026.
A sondagem mais recente ocorreu em abril de 2025, em uma conversa reservada no Palácio da Alvorada, onde Lula perguntou se Boulos estaria disposto a abrir mão de disputar a reeleição para a Câmara em 2026 para permanecer no cargo até o fim do mandato.
Boulos teria sinalizado positivamente, mas nenhuma decisão final foi tomada até maio de 2025.
Lula impôs como condição que Boulos não dispute as eleições de 2026, para evitar a desincompatibilização exigida pela legislação eleitoral (ministros devem deixar o cargo seis meses antes do pleito).
A nomeação enfrenta resistências internas no PSOL, que já comanda o Ministério dos Povos Indígenas com Sônia Guajajara.
Alguns setores do partido consideram desproporcional ocupar duas pastas, e uma ala minoritária defende maior independência do governo Lula.
Há também a possibilidade de Boulos se filiar ao PT, o que facilitaria sua nomeação e alinhamento com o governo, embora isso gere debates sobre sua trajetória no PSOL.
No PT, alguns membros resistem à escolha de Boulos, preferindo manter a Secretaria-Geral com um petista, como Marco Aurélio Carvalho ou Paulo Pimenta, para preservar o controle da “cozinha” do Planalto.
A entrada de Boulos no governo é vista como uma estratégia de Lula para consolidar a base de esquerda e reaproximar o Planalto de movimentos sociais, que têm criticado a atuação de Márcio Macêdo, especialmente após eventos como o esvaziado ato do 1º de Maio de 2023.
Para Boulos, assumir o cargo poderia fortalecer sua experiência executiva, afastando críticas de inexperiência em cargos de governo, e projetá-lo como um possível sucessor de Lula ou liderança em futuras eleições.
Por outro lado, sua saída da disputa eleitoral em 2026 poderia impactar o PSOL, que depende de sua votação expressiva para superar a cláusula de barreira e garantir acesso ao fundo partidário.
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