“Lula pode estar fingindo oferecer vice a Alckmin, que finge que acredita”, diz ‘víbora’ do ‘centrão’

Geraldo Alckmin (PSDB) e o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em foto de 2017, quando o tucano era governador de São Paulo, participam da inauguração de uma fábrica em Palmital (SP) | Zanone Fraissat/23.jul.14/Folhapress


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

A afirmação é de Elio Gaspari ao comentar notícia originada por colega do jornal para o qual escreve sobre possível aliança entre o ex-presidente e o tucano

Lula pode estar fingindo que oferece vice a Alckmin, que finge que acredita“, diz “víbora do centrão“, afirma o colunista da Folha de S. Paulo, Elio Gaspari, ao comentar uma notícia dada por sua colega de profissão, do mesmo jornal, Mônica Bergamo, sobre possível aliança entre o ex-presidente e o tucano.

Na quarta-feira (3/11), a jornalista publicou em sua coluna que “lideranças do PT e do PSDB tentam viabilizar chapa com Lula e Alckmin para 2022” argumentando que “conversas já ocorrem há um certo tempo, mas se intensificaram nas últimas semanas“.

A fragilidade da notícia poderia ser apontada no próprio texto de Bergamo, quando a jornalista afirma que, “para viabilizar a ideia, algumas dificuldades precisam ser contornadas. Em primeiro lugar, tanto Lula quanto Alckmin ainda precisam ser convencidos plenamente de ​que a chapa pode funcionar“.

Contudo, a jornalista do UOL, Taís Oyama, afirmou, em texto no portal datado em 05/11, que o ex-presidente é o “maior entusiasta da aliança“, mesmo os dois tendo sido “adversários nas eleições presidenciais de 2006 e 2018“.

Lula e Alckmin em Palmital (SP) /2014

Segundo Oyama, Lula teve três encontros com Alckmin e “tem dito a interlocutores que “sempre” gostou do ex-governador” por ele ser “o único tucano que gosta de pobre“. E para justificar que o ex-presidente estaria propenso à ideia, a jornalista lembra que “Lula disse recentemente a um aliado que “eles” (os radicais) “podem fazer duzentos manifestos contra”. Sua preocupação com isso seria “zero”“.

Oyama ainda reforça ‘tese’ da aliança ao também relembrar algumas palavras de Alckmin em favor do ex-presidente, como a afirmação de que “Lula nunca representou um risco democrático como representa Bolsonaro“.

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