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“Gandhi derrotou o império inglês sem dar um tiro, quase pelado”, diz Lula em crítica à “nova ONU” de Trump (vídeo)

    Ele conseguiu mobilizar toda a Índia (…) É assim que a gente quer fazer política: na paz, na conversa, no diálogo e não aceitando imposição de qualquer país

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    O presidente
    O presidente Lula participa do encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador (BA) 23.1.2026 Imagem reprodução Canal.Gov

    RESUMO

    Em discurso de 23/jan, Lula acusa Trump de tentar criar nova ONU via “Board of Peace”, rasgando a Carta das Nações Unidas e promovendo unilateralismo. Revela contatos com Putin, Xi Jinping e outros para defender multilateralismo. Critica captura de Maduro na Venezuela em 3/jan e planos de resort em Gaza após 70 mil mortes. Brasil prioriza paz e diálogo, rejeitando colonialismo. Fala repercutiu no mundo, em agências de notícias como Al Jazeera e Reuters.


    Salvador (BA) · 24 de janeiro de 2026

    Durante sua participação no 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado nesta sexta-feira (23.jan), no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador (BA), o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lançou um alerta contundente sobre o panorama geopolítico atual, acusando o presidente dos EUA, Donald Trump, de minar o multilateralismo em favor de um unilateralismo predatório, com riscos reais à política regional e global, apontando intervenções, mudanças de regime e influências externas na América Latina.

    O estadista alertava para as eleições brasileiras de outubro, após elencar todos os feitos de seu governo durante os últimos anos, em sua terceira gestão, deixando subentendido que as fake news bolsonaristas têm poder para arruinar todas essas conquistas, sendo necessário que a sociedade brasileira tenha clareza sobre seu papel de reconstrução do Brasil em sua terceira gestão e que as conquistas recentes sejam contrastadas com os oito anos anteriores, além de divulgadas à exaustão:

    E nós temos que repetir todo dia. Todo discurso que vocês fizerem, vocês têm que colocar o que acontece na mesa de cada um“, afirmou, referindo-se aos membros da agricultura familiar: “Quando vocês recebem financiamento para comprar máquina, quando vocês têm o PAA, vocês sabem a diferença”.

    O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) foi criado em 2003 e relançado em 2023, e visa a compra de alimentos da agricultura familiar sem licitação, para distribuí-los a pessoas em situação de insegurança alimentar.

    Porque nós tivemos 8 anos de Temer e de Bolsonaro e vocês sabem como é que era esse país. E vocês veem a diferença com apenas três anos do nosso governo. É por isso que nós precisamos ter a política em mente. Ou nós assumimos ou eles assumem. Ou nós assumimos ou eles assumem. E, portanto, é muito, muito sério a gente levar a sério o que pode acontecer este ano no Brasil“, afirmou.

    Neste ponto, Lula detalhou como se encontra a geopolítica mundial desde que Trump assumiu a Casa Branca:

    Vocês estão acompanhando o que tá acontecendo na América Latina. Vocês estão vendo o que aconteceu no Chile, o que aconteceu na Argentina, o que aconteceu com a Venezuela, o que aconteceu com o Paraguai, o que aconteceu com o Equador. Vocês estão acompanhando o que aconteceu com a Costa Rica, em Honduras, e o que está acontecendo no mundo com a eleição do presidente Trump para presidente dos Estados Unidos“, disse Lula.

    No contexto de 2025-2026, isso inclui polarizações ideológicas, eleições conturbadas, crises econômicas e, especialmente, ações externas que alteram governos progressistas ou soberanos, vistas por ele como ameaças à autonomia regional.

    O Chile é citado como exemplo de retrocesso político. Embora eventos específicos de 2025-2026 não sejam detalhados explicitamente, o país viveu instabilidade pós-estallido social de 2019, com governos de direita (como o de Piñera anteriormente e sucessores conservadores), reformas constitucionais frustradas e ascensão de forças conservadoras, interpretado por Lula como parte de uma onda reacionária na região.

    Na Argentina, Lula refere-se à vitória eleitoral de Javier Milei em 2023 e suas políticas ultraliberais implementadas em 2024-2025, com cortes drásticos, desregulamentação e alinhamento com Trump e EUA. Para Lula, isso representa um exemplo de guinada à direita extrema, privatizações agressivas e enfraquecimento de políticas sociais, configurando perda de conquistas progressistas.

    Sobre a Venezuela, Lula dá o tom mais explícito e grave no discurso: a intervenção militar dos Estados Unidos em 3/jan/2026, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro em uma operação noturna. Lula denuncia isso como violação flagrante da soberania e integridade territorial, comparando a uma invasão que ignora normas internacionais e a tradição de paz na América do Sul.

    No Paraguai, apesar de Lula sempre manter boas relações com quaisquer ideologias, o Presidente alude a instabilidades políticas recentes, como alinhamentos conservadores, crises institucionais ou influência externa – incluindo apoio a posições pró-EUA em fóruns regionais.

    O Paraguai tem histórico de governos de direita e tensões com vizinhos, sendo visto por Lula como parte de uma sequência de enfraquecimento de governos mais à esquerda ou neutros na região.

    Ao citar o Equador, Lula refere-se à guinada conservadora sob Daniel Noboa, eleito em 2023 e reeleito ou consolidado em 2025, com políticas de segurança dura, alinhamento com EUA contra narcotráfico e medidas como tarifas retaliatórias contra vizinhos. Lula enxerga isso como exemplo de perda de autonomia e adesão a agendas externas, incluindo repressão interna e realinhamentos geopolíticos.

    Quanto à Costa Rica e Honduras, ambos os países são mencionados como casos de instabilidade ou viradas à direita. Na Costa Rica, há menção a eleições em 2026 e pressões externas; em Honduras, persistem crises pós-governo Xiomara Castro, com tentativas de desestabilização ou influência conservadora.

    Lula agrupa esses países para ilustrar uma onda mais ampla de retrocessos democráticos ou intervenções indiretas na América Central e Central. E fecha o argumento ligando a região ao cenário global. Trump venceu as eleições de 2024 – assumindo em jan/2025), mas no contexto de 2026, o Presidente brasileiro destaca sua consolidação de poder como catalisador de unilateralismo. A eleição simboliza o retorno de políticas agressivas, tarifas, intervenções (como na Venezuela) e propostas como o “Board of Peace” ou nova ONU, ameaçando o multilateralismo e a soberania de países em desenvolvimento.

    O pequeno trecho transcrito da fala de Lula acima usa uma enumeração cumulativa para construir um quadro de alerta: uma sequência de eventos regionais que, para o estadista, não são isolados, mas parte de uma estratégia maior de enfraquecimento de governos progressistas ou soberanistas, acelerada pela volta de Trump ao poder e sua postura de “lei do mais forte”.

    Vocês estão acompanhando e vocês estão percebendo que nós estamos vivendo um momento muito crítico na política mundial. Ou seja, o multilateralismo tá sendo jogado fora pelo unilateralismo. Ou seja, tá prevalecendo a lei do mais forte. A Carta da ONU está sendo rasgada. E ao invés da gente corrigir a ONU — que a gente reivindica desde que eu fui presidente em 2003, reforma da ONU com a entrada de novos países, com a entrada de México, do Brasil, de país africano — o que que está acontecendo? O presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma nova ONU e que ele sozinho é o dono da ONU“, afirmou o Presidente Lula.

    Na sequência, Luiz Inácio Lula da Silva alertou que o mundo atravessa um momento extremamente delicado na política internacional, com o multilateralismo — sistema de cooperação entre nações por meio de instituições coletivas como a ONU — sendo substituído pelo unilateralismo, ou seja, decisões impostas por potências isoladas.

    Para Lula, isso significa a prevalência da “lei do mais forte“, onde o poder militar e econômico dita as regras, em vez do diálogo igualitário. Ele criticou duramente a erosão da Carta da ONU, documento fundador da organização que estabelece princípios de paz, soberania e cooperação, afirmando que ela está sendo “rasgada” na prática. Em vez de avançar na reforma da ONU — bandeira defendida pelo Brasil desde seu primeiro mandato em 2003, com a inclusão de países como Brasil, México e nações africanas no Conselho de Segurança para torná-lo mais representativo —, Lula acusou o presidente Donald Trump de propor a criação de uma “nova ONU“.

    Segundo ele, nessa estrutura alternativa (referida em fontes como Board of Peace ou Conselho da Paz), Trump pretendia ser o “dono” solitário da entidade, concentrando poder e marginalizando o multilateralismo tradicional. A declaração reforça a posição brasileira de defesa da diplomacia coletiva e da soberania dos países em desenvolvimento, contrapondo-se ao que Lula vê como uma tentativa americana de impor uma governança global sob controle unilateral.

    “Então o que nós precisamos é ter em conta a fragilidade política dos partidos no mundo hoje. Eu tô há uma semana telefonando para todos os países do mundo. Já falei com muitos países, já falei com a figura mais importante. Já falei com o Putin, já falei com o Xi Jinping, já falei com o primeiro-ministro da Índia, já falei com o presidente da Hungria e já falei com muitos outros presidentes, com a Claudia do México. Ou seja, tentando ver se é possível a gente encontrar uma forma de se reunir e não permitir que o multilateralismo seja jogado pro chão, para que predomine a força da arma, da intolerância de qualquer país do mundo”.

    Depois, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirma a posição histórica da diplomacia brasileira de não alinhamento automático e busca por relações equilibradas com todas as grandes potências. Ele declara que o Brasil deseja manter laços amistosos e comerciais com os Estados Unidos, Cuba, China, Índia e Rússia, sem preferências ideológicas ou geopolíticas exclusivas, rejeitando qualquer tentativa de subordinação ou colonialismo moderno — ou seja, não aceitar que outra nação “mande” no país.

    Lula enfatiza seu perfil pacifista (“sou um homem da paz“) e contrasta isso com a retórica belicista de Donald Trump, que frequentemente destaca em entrevistas e discursos o poderio militar americano: exército mais forte, aviões e navios superiores. Ele cita especificamente uma fala recente de Trump no Fórum Econômico Mundial de Davos nesta semana, onde o presidente dos EUA teria dito possuir “armas que vocês nem sabem o poder dessa arma“, exibindo superioridade tecnológica e bélica.

    Em resposta, Lula admite com realismo e ironia a fragilidade relativa das Forças Armadas brasileiras, que muitas vezes enfrentam restrições orçamentárias graves — a ponto de faltar recursos básicos, como munição para treinamento —, reforçando que o Brasil não busca confronto armado, mas sim soberania através do diálogo, da argumentação e da dignidade, em oposição à lógica da força bruta. O trecho do discurso de Lula, abaixo, serve para ilustrar a defesa da autonomia nacional em um contexto de tensões globais crescentes.

    “O Brasil não tem preferência de relação. O Brasil quer ter relação com os Estados Unidos, o Brasil quer ter relação com Cuba, o Brasil quer ter relação com a China, o Brasil quer ter relação com a Índia, o Brasil quer ter relação com a Rússia. A gente não tem preferência. O que a gente não aceita mais é voltar a ser colônia para alguém querer mandar na gente. Eu não quero guerra, eu sou um homem da paz. E é importante a gente saber que toda vez que o presidente Trump fala na televisão, ele fala: “Eu sou… eu tenho o exército mais forte do mundo, eu tenho os melhores aviões do mundo, eu tenho os navios mais fortes do mundo”. Ele agora falou em Davos: “Eu tenho armas que vocês nem sabem o poder dessa arma”. Eu fico olhando, eu falo: “Eu não tenho nada. Eu tenho um exército, a Marinha, aeronáutica que muitas vezes não tem dinheiro nem para comprar bala para treinar”.

    Lula prossegue reafirmando sua rejeição absoluta a qualquer confronto armado, declarando explicitamente que o Brasil não deseja guerra militar contra potências como Estados Unidos, China ou Rússia, nem mesmo contra vizinhos próximos como Uruguai e Bolívia. Em vez disso, ele defende uma “guerra” simbólica e não violenta, travada exclusivamente por meio do convencimento, de argumentos sólidos e de narrativas poderosas. O objetivo, segundo ele, é demonstrar a superioridade da democracia não pela imposição, mas pelo exemplo e pela partilha de conquistas positivas.

    Para ilustrar essa estratégia, Lula evoca o exemplo histórico de Mahatma Gandhi, que, sem recorrer à violência e praticamente desarmado (“quase pelado”), mobilizou o povo indiano e conseguiu derrotar o poderoso Império Britânico pela força da resistência pacífica e da desobediência civil. Assim, conclui que a política brasileira deve ser conduzida na paz, no diálogo franco e na recusa categórica a qualquer forma de imposição externa, preservando a soberania e promovendo soluções negociadas:

    “Então eu não quero fazer guerra armada com os Estados Unidos, eu não quero fazer guerra armada com a China, eu não quero fazer guerra armada com a Rússia, eu não quero nem com o Uruguai nem com a Bolívia. Eu quero fazer guerra com o poder do convencimento, com argumento, com narrativas, mostrando que a democracia é imbatível se a gente não quisesse impor aos outros, mas a gente compartilhar aquilo que a gente tem de bom. É importante lembrar que Mahatma Gandhi derrotou o império inglês sem dar um tiro, quase pelado. Ele conseguiu mobilizar toda a Índia e derrubou o império inglês. É assim que a gente quer fazer política: na paz, na conversa, no diálogo e não aceitando imposição de qualquer país ou outro país”.

    Em seguida, o estadista expressa repúdio veemente ao retorno de uma Guerra Fria e, sobretudo, à tragédia em Gaza, rejeitando qualquer normalização do conflito. Ele repete insistentemente a recusa à “guerra fria” para enfatizar o desejo por um mundo sem polarizações ideológicas destrutivas e sem novas guerras. Em seguida, condena o que descreve como plano cínico para a região devastada: transformar Gaza em um resort de luxo, após a morte de mais de 70 mil pessoas (número citado por ele, baseado em estimativas do conflito prolongado).

    Lula menciona ter visto “a fotografia” — provavelmente imagens ou renders divulgados por autoridades americanas, incluindo Donald Trump e aliados como Jared Kushner, que em Davos 2026 apresentaram visões de “New Gaza” com arranha-céus, turismo costeiro e imóveis de alto padrão. Para o presidente brasileiro, isso representa uma tentativa de lucrar com a destruição, ignorando as vítimas e o destino dos sobreviventes pobres, que ficariam sem moradia digna. Ele contrasta ironicamente a abordagem: enquanto no Brasil a “direita intolerante” ao menos desapropria e indeniza, em Gazaeles mataram” sem reparação.

    Lula sugere, com tom sarcástico e propositivo, que poderiam convidar o Brasil para ensinar construção de habitação popular via programa Minha Casa, Minha Vida, permitindo que os palestinos pobres voltassem a morar decentemente — uma crítica humanitária ao suposto projeto imperialista e uma defesa da soberania e da reconstrução inclusiva. O trecho reforça a posição de Lula contra o unilateralismo, o genocídio e a mercantilização da tragédia, alinhando-se à sua defesa do multilateralismo e da paz:

    “Nós não queremos mais guerra fria. Não queremos mais guerra fria. Nós não queremos mais Gaza. Vocês viram a fotografia do que eles vão tentar fazer em Gaza. Um resort, um resort. Ou seja, derrubaram, mataram mais de 70.000 pessoas para dizer: “Nós vamos agora recuperar Gaza e fazer hotel de luxo”. E o povo que morreu? E as pessoas pobres que estão lá vão morar onde? Aqui no Brasil mesmo, quando a direita é intolerante ela desapropria, ela paga. Lá não, lá eles mataram. E ao invés de recuperar a casa, poderia chamar o Brasil: “Ô Lula, vem aqui, ensine a gente como é que constrói casa para pobre”. Nós iremos fazer o Minha Casa, Minha Vida e colocar o povo pobre para morar decentemente como a gente coloca aqui no Brasil com o programa Minha Casa, Minha Vida”.

    Após esta fala, Lula dirige-se diretamente aos companheiros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), alertando que o momento político é extremamente delicado e exigindo preparação para enfrentar desafios graves. Ele expressa profunda indignação pessoal, revelando que passa noites inteiras revoltado com os acontecimentos na Venezuela em 3/jan/2026, quando forças militares dos Estados Unidos realizaram uma operação noturna que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro.

    Lula manifesta incredulidade diante do fato de que Maduro, ciente da presença de cerca de 15.000 soldados americanos no Mar do Caribe e das ameaças diárias, tenha sido levado de seu quartel (um forte onde residia) sem que ninguém percebesse ou reagisse imediatamente à sua ausência. Essa narração enfatiza a surpresa e a gravidade da violação à soberania venezuelana, reforçando a visão de Lula de que se trata de uma afronta inaceitável ao direito internacional e à tradição de paz na América do Sul:

    “Portanto, companheiro do movimento sem terra, se prepare porque nós estamos vivendo um momento delicado. Eu sinceramente… eu fico toda noite indignado com o que aconteceu na Venezuela. Eu não consigo acreditar. O Maduro sabia que tinha 15.000 soldados americanos no Mar do Caribe. Ele sabia que todo dia tinha uma ameaça, todo dia tinha uma ameaça. Ou seja, os caras entram à noite na Venezuela, vão no forte que é um quartel onde morava o Maduro e levam o Maduro embora? E ninguém soube que o Maduro foi embora?”

    Finalmente, encerrando o tópico sobre geopolítica, o Presidente Lula expressa indignação e perplexidade diante da suposta violação da soberania venezuelana por uma operação militar americana que sequestrou Nicolás Maduro em 3/jan/2026, questionando como tal desrespeito à integridade territorial de um país soberano poderia ocorrer. Ele destaca que a América do Sul se consolidou historicamente como zona de paz, livre de armas nucleares ou bombas atômicas, e habitada majoritariamente por populações pobres que buscam apenas trabalhar, sobreviver dignamente, alimentar-se e educar seus filhos, sem qualquer desejo de guerra.

    Diante da ausência de poderio militar comparável ao das grandes potências, o presidente brasileiro afirma que o continente possui, em contrapartida, valores morais superiores: caráter e dignidade. Esses princípios, segundo ele, permitem ao Brasil e aos demais países sul-americanos enfrentar qualquer adversário de forma altiva, sem subserviência, por meio do diálogo franco (“olho no olho”), de cabeça erguida, sempre preservando a soberania nacional e o respeito ao próprio povo. Essa postura, conclui, deve ser estendida a todas as relações internacionais:

    “Ou seja, como é possível a falta de respeito à integridade territorial de um país? Não existe isso na América do Sul. A América do Sul é um território de paz. A gente não tem armas nucleares, a gente não tem bomba atômica. A gente só tem gente pobre que quer trabalhar e quer viver, que quer comer, quer almoçar, quer jantar, quer estudar. A gente não quer guerra. Então o que nós temos para mostrar para eles é o nosso caráter e a nossa dignidade. A gente não tem arma, mas a gente tem caráter, dignidade, e a gente não vai baixar a cabeça para ninguém, quem quer que seja. A gente vai conversar olho no olho, de cabeça erguida, respeitando o povo brasileiro e a nossa soberania. Isso vale para todos os países do mundo.

    Assista à todo o trecho referente à geopolítica em sua íntegra, a partir dos 59 min do vídeo do Canal Gov:

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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