Presidente participou de cerimônia de assinatura de contrato da Petrobras para a construção de navios; leia detalhes da cerimônia, saiba como investimentos de R$ 2,8 bilhões podem transformar economias regionais e gerar 9 mil empregos e o que o presidente não contou publicamente
Em 21/jan, Lula participou de cerimônia em Rio Grande, RS, assinando contratos da Petrobras para cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores, totalizando R$ 2,8 bilhões e 9 mil empregos. Destaques: retomada da indústria naval, anúncio de biorefinaria de R$ 6 bilhões e balanço econômico com baixa inflação e recordes em exportações. Discursos de Leite, Chambriard e outros enfatizaram união federativa e transição energética.
Rio Grande (RS) · 21 de janeiro de 2026
O presidente Luís Inácio Lula da Silva participou, na terça-feira (20/jan), de um evento pivotal em Rio Grande, RS, onde foram assinados contratos que injetam quase R$ 3 bilhões na revitalização da indústria naval brasileira.
O foco recaiu sobre o programa Mar Aberto, iniciativa da Petrobras e da Transpetro destinada a renovar e expandir a frota nacional, com a construção de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores.
Esses acordos, celebrados no estaleiro Ecovix, prometem gerar mais de 9 mil empregos diretos e indiretos, impulsionando economias em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Amazonas.
A solenidade iniciou com uma performance cultural da cantora Andreia Cavalheiro, que interpretou a canção Semeadura, composta por artistas gaúchos, integrando o 27º Festival de Porto Verão Alegre, patrocinado pela Petrobras.
A atmosfera festiva logo deu lugar a intervenções políticas, com a prefeita de Rio Grande, Darlene Pereira, destacando a rapidez das entregas governamentais.
“Hoje o que a gente tem é que agradecer… em menos de um ano o presidente tá aqui assinando mais cinco navios gaseiros”, enfatizou Darlene, referindo-se aos contratos anteriores para quatro navios do tipo Rende, assinados há menos de um ano.
O acionista do grupo Ecovix, José Antônio Sobrinho, reforçou a visão estratégica, saudando o presidente Lula por priorizar o setor.
“Hoje é um dia de afirmação de que o Brasil tem uma política de estado competente”, declarou Sobrinho, mencionando que o estaleiro, o mais equipado da América Latina, pode escalar para 11 mil colaboradores, como em 2015.
Ele creditou a vitória na concorrência internacional contra estaleiros asiáticos à equalização de condições via conteúdo local.
O presidente da Transpetro, Sérgio Basse, celebrou a retomada, criticando governos anteriores. “Não há mais dúvidas: mais uma vez o senhor reativou a indústria naval do país”, disse Basse ao presidente Lula, aludindo aos mandatos petistas.
Ele detalhou os investimentos totais de R$ 3,6 bilhões nos nove navios em Rio Grande, além dos R$ 620 milhões nas barcaças e empurradores em Manaus e Navegantes, SC, projetando 4.600 empregos adicionais nesses locais.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, adotou tom conciliatório apesar de vaias, pedindo respeito institucional.
“Eu respeito o cargo do presidente da República, peço respeito por favor”, apelou Leite, reconhecendo esforços federais para o terminal de celulose da CMPC, com R$ 1,5 bilhão em investimentos.
Ele solicitou correções no desequilíbrio federativo, como incentivos fiscais equivalentes aos da Sudene, para atrair montadoras ao estado.
Um vídeo institucional da Petrobras sobre o programa Mar Aberto destacou a crença na indústria nacional, com investimentos de R$ 2,8 bilhões gerando 6 mil postos de trabalho.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, simbolizou o evento como emblemático do governo Lula, citando a retomada do Minha Casa Minha Vida e a reabertura de fábricas de fertilizantes.
“Nós chegamos em dezembro a bater o número de 50 mil trabalhadores já na indústria naval”, afirmou Costa, contrastando com o declínio pós-2016.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, apresentou balanço impressionante de 2025, com produção de 3,46 milhões de barris de petróleo por dia, crescimento de 11% ante 2024.
“A Petrobras é só alegria”, brincou Chambriard, anunciando a transformação da Refinaria Rio Grandense na primeira biorefinaria do Brasil, com R$ 6 bilhões em investimentos para produtos 100% bio.
Ela detalhou 48 embarcações em construção ou contratação, com eficiência energética de 20% e redução de 30% em emissões. Os novos gaseiros, de 7 mil e 14 mil m³, custarão R$ 2,2 bilhões, gerando 3.200 empregos no Ecovix.
Assinaturas incluíram atos do Ministério de Portos e Aeroportos e do Ministério de Gestão e Inovação em Serviços Públicos, autorizando áreas para o terminal privado da CMPC, com Alex Sandro de Ávila (secretário nacional de Portos), Frederico Dias (diretor-geral da Antaq), Cristiano Klinger (presidente da autoridade portuária de Rio Grande), Antônio Carlos Mansu Lacerda (diretor da CMPC Brasil) e Marcos Jarques Fonseca (diretor-geral da Nelton Ports Brasil).
A portaria de cessão onerosa foi assinada por Silair de Abreu e Carolina Estu.
O presidente Lula encerrou com reflexões autobiográficas e econômicas, defendendo a retomada industrial.
“Eu vou terminar meu terceiro ano de mandato com a menor inflação acumulada em 4 anos da história do Brasil“, proclamou Lula, citando menor desemprego, maior massa salarial e exportações de R$ 628 bilhões em três anos.
Ele criticou a “fábrica de mentiras” nas redes sociais, defendendo o “ano da verdade” e combatendo violência contra mulheres. Saudou figuras como o ex-governador Olívio Dutra, deputados Paulo Pimenta, Alexandre Lindenmayer e outros.
O evento, transmitido pelo Canal GOV, reforça o compromisso com soberania energética e transição sustentável, com aportes de US$ 6 bilhões previstos para 2026-2030 no Mar Aberto.

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Enquanto isso, não se faz nada pela indústria naval do Rio de Janeiro. No século XX, foi o esvaziamento da indústria automobilística do Rio; no século XXI, será o fim da indústria naval fl<minense!