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Lula conversa com Petro e Sheinbaum temendo rótulo de terroristas ao PCC e CV pelos EUA, dizem sites

    Classificação permitiria ações como ocorreu na Venezuela em janeiro; Presidente intensifica diálogos latino-americanos para blindar soberania nacional contra planos de Washington

    Lula e Petro na Cúpula da Amazônia
    LULA E PETRO participam da Summit of Amazonian Countries, da OTCA, no Palácio de Nariño, em Bogotá, Colômbia REUTERS
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Brasília (DF) · 11 de março de 2026

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, nesta quarta-feira (11/mar), e com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, na segunda-feira (9/mar).

    Os contatos ocorrem enquanto Washington debate a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras, medida que poderia abrir caminho para sanções financeiras, congelamento de ativos e até operações unilaterais em solo brasileiro.

    A ligação com Gustavo Petro aconteceu durante reunião no Palácio da Alvorada com o assessor especial Celso Amorim.

    A nota oficial do Planalto e a publicação no perfil @LulaOficial no X limitam-se a temas diplomáticos: integração regional e confirmação da presença de Lula na cúpula da Celac, marcada para 21 de março em Bogotá.

    “Recebi telefonema do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, na manhã desta quarta-feira (11). Conversamos sobre a integração latino-americana e caribenha, no contexto dos preparativos para a Cúpula da CELAC”, registra o texto divulgado.

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    Entretanto, fontes do governo citadas pelo g1 e pelo Poder360 confirmam que o pano de fundo foi exatamente o temor com o debate nos Estados Unidos, mas que a ligação foi feita por Petro a Lula.

    A designação como organizações terroristas estrangeiras (FTO) já foi aplicada por Donald Trump a seis cartéis mexicanos e ao clã colombiano Clan del Golfo, além do venezuelano Tren de Aragua.

    No caso brasileiro, o Departamento de Estado considera PCC e CV “ameaças significativas à segurança regional”.

    O Estadão acrescenta que o chanceler Mauro Vieira pediu ao secretário de Estado americano Marco Rubio que os Estados Unidos aguardem eventual encontro bilateral entre Lula e Donald Trump antes de qualquer decisão.

    O governo brasileiro argumenta que a lei antiterrorismo nacional (Lei 13.260/2016) exige motivação política, ideológica ou religiosa — critério que não se aplica a facções cujo objetivo principal é o lucro com o narcotráfico.

    A classificação como terrorista estrangeira permitiria aos Estados Unidos bloquear contas, negar vistos, criminalizar qualquer apoio material e, em última análise, justificar ações diretas fora de seu território, como ocorreu na Venezuela em janeiro de 2026.

    Por isso Lula busca alinhamento com Gustavo Petro e Claudia Sheinbaum, presidentes cujos países já enfrentaram o mesmo rótulo aplicado a seus grupos criminosos.

    Lula intensifica a agenda de América Latina para reforçar cooperação em crime organizado e preservar a soberania nacional diante de possível intervenção externa.

    O PCC e o CV aparecem na mira de Washington no mesmo momento em que o Palácio do Planalto prepara argumentos técnicos para demonstrar que o Brasil já atua com rigor contra essas facções.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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