O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente da República do Chile, Gabriel Boric, em Santiago I Ivan Alvarado/Reuters
Na semana passada, o presidente do Chile afirmou que era difícil acreditar que Nicolás Madura tenha vencido o pleito do dia 28 de julho
O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu transparência no processo eleitoral da Venezuela durante um pronunciamento em Santiago, Chile, enquanto o presidente do país, Gabriel Boric, optou por não comentar a eleição contestada.
Lula preferiu exigir a apresentação das atas antes de avaliar se a eleição de Maduro foi fraudada ou legítima e destacou a importância da tolerância, soberania popular, paz e diálogo na política externa, incentivando a integração entre os países da América do Sul.
O processo enfrenta obstáculos devido à suspeita de fraude, o que leva ao confronto as figuras políticas de situação e oposição da Venezuela.
Boric e Lula enfatizaram a importância das relações comerciais entre Brasil e Chile, destacando também a cooperação em infraestrutura e no enfrentamento de desastres climáticos.
Lula criticou o apoio da ditadura militar brasileira ao golpe militar que encerrou o governo de Salvador Allende, enquanto ressaltou o desejo de construir obras que atravessem o continente para escoar produtos até portos nos oceanos Atlântico e Pacífico.
Parte da comitiva de Lula, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, assinou uma carta de intenções com o governo chileno para cooperação no setor de mineração.
A parceria visa estimular a exploração e o desenvolvimento de minerais estratégicos para a transição energética, além de estabelecer um grupo de trabalho sobre combustíveis sustentáveis de aviação em colaboração com o Ministério de Energia do Chile.
