O ex-presidente Luiz Inácio LULA da Silva colhe verduras em uma iniciativa da Campanha Mãos Solidárias no Assentamento Che Guevara, ligado ao MST, em Pernambuco, em agosto de 2021. Na ocasião, LULA disse que quando visita o local e vê “esse desfile de produtos que vocês produziram e que tiveram a compreensão, a solidariedade, a fraternidade e o humanismo de juntar essa tonelada de alimentos para distribuir para pessoas que precisam mais do que vocês, isso me faz acreditar que um outro Brasil é possível” | Foto de Ricardo Stuckert
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PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO
“Para que milhares de famílias tenham hoje e amanhã onde viver, trabalhar, criar seus filhos e cultivar alimentos saudáveis para o povo brasileiro“, completa o ex-presidente.
O ex-presidente LULA parabenizou, em sua conta oficial na mídia social Twitter, o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), por seu 38º aniversário, completados neste mês de janeiro, e pelo fechamento de mais um ciclo de “luta por um brasil melhor, para que milhares de famílias tenham hoje e amanhã onde viver, trabalhar, criar seus filhos e cultivar alimentos saudáveis para o povo brasileiro“.
Veja abaixo e leia mais a seguir:
O MST completa mais um ciclo de resistência e conquistas na luta pela Reforma Agrária Popular e vida digna aos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.
A Página do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) celebra, neste mês de janeiro de 2022, os 38 anos de uma luta histórica de resistências e conquistas. Uma história de raízes profundas herdadas da luta pela terra dos povos originários, campesinos, indígenas e quilombolas, mas que se concretiza enquanto movimento social organizado a partir do 1º Encontro Nacional do MST, no ano de 1984, em Cascavel, Paraná.
No ano seguinte, durante o 1º Congresso Nacional do MST, houve o entendimento da classe trabalhadora camponesa de que a ocupação de terras era a única solução para que se concretizasse o direito à mesma, devido à concentração de poder e propriedades, bastante desiguais no país e instaurada desde o Brasil Colônia.
A partir da definição da ocupação como ferramenta de luta, nascem também os princípios organizativos do Movimento, baseados na objetividade histórica impulsionada pela necessidade de realizar a Reforma Agrária, com o fim de socializar a terra como bem comum ao povo, reivindicando “Terra para quem nela vive e trabalha”.
Após o manifesto do 1º Congresso, as ocupações de terras são feitas massivamente desde a Região Sul e se expandindo por todo o país. Os objetivos estratégicos do movimento vão criando corpo e se mantém até hoje por Reforma Agrária e por transformações sociais. E existirão enquanto houver famílias camponesas sem acesso à terra e aos meios de produção.
Atualmente, o MST é composto por 450 mil famílias assentadas e cerca de 90 mil famílias acampadas, organizadas em 24 estados brasileiros. Essas famílias estão organizadas por meio da agricultura familiar camponesa atuando em 1,9 mil associações comunitárias, 160 cooperativas e 120 agroindústrias, produzindo alimentos saudáveis para o campo e a cidade.
“A nossa luta é para além da conquista da terra, é pela transformação da realidade no campo, trazendo vida digna para as famílias, conquistas em torno dos assentamentos, das comunidades de reforma agrária, das cooperativas, das agroindústrias, da educação e da cultura, conquistas também para o povo brasileiro como um todo”, explica Ceres Hadich, dirigente nacional do Movimento no Paraná.
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