Jornais pintam encontro de Brasil, Chile, Jamaica, Equador, Guatemala, Colômbia e Bolívia em quadro de efervescência diplomática, com Lula como pivô de diálogos regionais e investimentos inéditos
Presidente Lula chegou ao Panamá em 28/jan para o Fórum Econômico da CAF e reunião com Mulino. Comércio bilateral atingiu US$1,6 bi em 2025; investimentos panamenhos no Brasil somam US$9,5 bi. Acordo de facilitação de investimentos será assinado. Ministro Orillac destacou recepção no X, junto a outros líderes. Expectativas incluem multilateralismo e logística via Canal.
Cidade do Panamá (PA) · 28 de janeiro de 2026
O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), desembarcou no Panamá ainda na terça-feira (27/jan), pavimentando o terreno para discussões de alto calibre sobre o futuro da América Latina.
A agenda, centrada no Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, organizado pela CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina, posiciona o Brasil como pivô em negociações que transcendem o comércio bilateral, abraçando desafios como integração logística e soberania marítima.
De acordo com fontes oficiais do governo brasileiro, a viagem, programada para os dias 27 e 28 de janeiro de 2026, visa promover um “debate amplo sobre os desafios da região junto a lideranças políticas, econômicas e acadêmicas“.
No portal do Planalto, destaca-se que Lula atuará como orador principal na inauguração do evento, no Centro de Convenções Amador, em Panamá Cidade.
Essa participação reforça o compromisso do governo federal brasileiro com o multilateralismo, ecoando iniciativas anteriores como a adesão do Panamá ao Mercosul como estado associado, firmada em dezembro de 2025.
No perfil oficial do presidente no X, @LulaOficial, a chegada foi anunciada com otimismo:
A declaração sublinha o recorde comercial, um marco que reflete exportações brasileiras de produtos agrícolas e manufaturados, contrabalançadas por importações panamenhas de bens de consumo e serviços logísticos.
O Panamá é o principal parceiro do Brasil na América Central, com um fluxo bilateral de comércio que alcançou, em 2025, o valor recorde de US$ 1,6 bilhão.
A recepção ao líder brasileiro foi destacada de forma proeminente no perfil do Ministro da Presidência do Panamá, Juan Carlos Orillac, que fixou em sua timeline no X o momento da chegada de Lula, enaltecendo-o como um estadista de calibre internacional.
Orillac também registrou a recepção a outros líderes, como o presidente eleito de Chile, José Antonio Kast, e o primeiro-ministro de Jamaica, Andrew Holness; o presidente de Equador, Daniel Noboa; o presidente de Guatemala, Bernardo Arévalo; o presidente de Colômbia, Gustavo Petro; e o presidente de Bolívia, Rodrigo Paz.
Esses registros revelam um Panamá posicionado como hub de convergências hemisféricas, com Lula emergindo como figura pivotal. A relevância de Lula para o Panamá transcende o cerimonial, enraizando-se em laços econômicos robustos e históricos.
O Ministério das Relações Exteriores reforçou previamente os preparativos da viagem, incluindo credenciamentos para imprensa e contatos para cobertura.
Como principal parceiro comercial do Brasil na América Central, o Panamá beneficia-se de um estoque de investimentos diretos estrangeiros (IDE) panamenhos no Brasil que atinge US$ 9,5 bilhões, conforme dados oficiais do Portal Gov.br.
Essa parceria ganha contornos estratégicos com o Canal do Panamá, vital para o fluxo logístico global.
Jornais panamenhos pintam um quadro de efervescência diplomática. A La Prensa reportou a chegada de Lula na tarde de terça-feira (27/jan), destacando sua participação no fórum e a reunião bilateral com o presidente José Raúl Mulino.
Relatos da Panamá América destacam que essa é a primeira visita de Lula ao país em 15 anos, desde maio de 2011, quando, como ex-presidente, interagiu com o então mandatário Ricardo Martinelli.
A narrativa atual, porém, foca em prospecção: o Crítica informa, de forma exclusiva, que o Brasil assinará um acordo de facilitação de investimentos com o Panamá, estabelecendo proteções mútuas para capitais transfronteiriços.
O jornal contextualiza a visita como o retorno de Lula ao Panamá após 15 anos, focando em negociações sobre o Canal e acordos de facilitação de investimentos.
A matéria revela que Brasil assinará um pacto para agilizar aportes mútuos, ampliando oportunidades em infraestrutura portuária, tema ecoado em encontros prévios de 2025. Também menciona que o evento reunirá oito presidentes, reposicionando o Panamá como epicentro de diálogos geoeconômicos.
No cerne da agenda está o Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe 2026, promovido pela CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina, apelidado de “Davos latino-americano“.
Lula, como convidado de honra, inaugurará o evento ao lado de oito dignatários, conforme antecipado pela La Estrella de Panamá , que enfatiza o encontro ao meio-dia no Palacio de las Garzas, sede do governo panamenho, onde Mulino e o estadista discutirão memorandos sobre o Canal do Panamá, comércio e investimentos.
O veículo cita a presença de outros líderes como o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, o equatoriano Daniel Noboa e o boliviano Rodrigo Paz Pereira. Em detalhe exclusivo, relata que Kast planeta um encontro à margem com Lula, potencialmente para debater tensões regionais como a situação na Venezuela.
A expectativa orbita em torno de debates sobre multilateralismo, com Lula criticando interferências externas, como as dos Estados Unidos na Venezuela, em declaração capturada pela Agência Brasil: “Para discutir questões de multilateralismo e boas relações, segundo Lula, olhando um no olho do outro“.
A reunião bilateral com José Raúl Mulino, no Palácio de las Garzas, promete selar atos de cooperação, incluindo a outorga da Ordem Manuel Amador Guerrero a Lula, a maior honraria panamenha, segundo a CNN Brasil.
Analistas preveem que o encontro catalise aberturas de mercados, com ênfase em logística via Canal e investimentos em infraestrutura, potencializando um “novo capítulo” nas relações, como sugere a La Prensa ao mencionar um possível diálogo com Kast.
Essa convergência não surge do vácuo: anunciada desde setembro de 2025 pelo próprio Mulino, a visita reflete uma diplomacia proativa, com o Panamá buscando reposicionar a região em um cenário global volátil.
A Panamá América enfatiza o timing, informando que a última visita de Lula ao país foi em 2011, como ex-presidente. O texto destaca projetos de investimento, como a venda de quatro aeronaves Embraer ao Panamá, anunciada em agosto de 2025 durante visita de Mulino ao Brasil.
Em postagens correlatas no X de Lula, datadas de 15 de janeiro de 2026, o presidente relatou telefonema com Mulino sobre preparativos, enfatizando comércio, investimentos e estabilidade regional: “Tratamos dos preparativos para a visita que farei ao Panamá… Concordamos sobre a necessidade de fortalecimento das Nações Unidas e a defesa do direito internacional e do diálogo.”
Essa convergência de agendas bilaterais e multilaterais ilustra uma diplomacia proativa, com potencial para elevar o intercâmbio comercial além dos US$ 1,6 bilhão registrados.
Analistas veem nisso uma estratégia para contrabalançar influências externas, fortalecendo a autonomia latino-americana em um cenário global volátil.

SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:







