Ex-ministra mostra que “Bozo partiu para a baixaria e fake news” porque “é incapaz de enfrentar a pobreza e de disputar a credibilidade de LULA”
A economista e professora visitante da Faculdade de Saúde Pública da USP, ex-ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome no governo Dilma Rousseff (2011/2016), produziu uma thread no Twitter para explicar que o presidente Jair Bolsonaro (PL), que tenta a reeleição no dia 30 de outubro, “não pretende cumprir” a promessa de “pagar os R$ 600” reais, a partir do ano de 2023, referentes ao benefício de caráter eleitoreiro, Auxílio Brasil.
De acordo com seu texto na plataforma, o ex-presidente “LULA manterá” o valor. A economista garantiu e buscou acalmar o povo sobre o assunto: “Quem está recebendo fique tranquilo. LULA tem palavra“. Campello tenta mostrar ao público que é o próprio ocupante do Palácio do Planalto “que não tem compromisso e não colocou recursos no Orçamento de 2023“, que mente sobre o tema.
“Bozo partiu para a baixaria e fake news, pois é incapaz de enfrentar a pobreza e de disputar a credibilidade de LULA junto aos eleitores de baixa renda“, escreveu a professora, explicando que o ex-presidente criará, “além dos R$600 por família”, outras “condições para pagar um valor a mais, de R$150 por cada criança de 0 a 6 anos”. Campello acrescentou que “esse será um primeiro passo para mais justiça e equidade” e que o novo governo LULA voltará “a considerar o tamanho das famílias”.
Na sequência, a ex-ministra lembra que “o Bolsa Família funcionou por 18 anos” e que, à frente da pasta, “nunca interrompemos pagamentos, nunca mudamos critérios na surdina e nem demos benefícios em véspera de eleição”. Ela apontou também, que diferentemente dos governos do PT, “Bozo deixou o Bolsa Família congelado por 3 anos e na última hora aparece com promessas”. Segundo ela “é o Bolsa Fiado!“
Com a experiência de gestora de tema tão delicado, Campello disse ainda que “as famílias precisam de estabilidade e segurança. Saber que podem contar com o dinheiro na data certa. Não pode ser essa incerteza. Um mês tem no outro desaparece, muda a data e a regra. Quem tem fome e tem criança precisa ter segurança para se organizar e botar comida na mesa“, escreveu.
A economista prosseguiu argumentando sobre a “proposta de enfrentamento da pobreza” do novo governo LULA, que segundo ela “vai muito além do Bolsa Família ampliado com no mínimo de R$600 e do adicional de R$150“. Novamente, diferentemente do atual governo, ela prometeu, em nome do partido e da campanha, que “o Salário Mínimo” será valorizado, “com aumentos acima da inflação“, além de geração de “empregos decentes“.
“Vamos reconstruir o SUAS [Sistema Único de Assistência Social – modelo de gestão utilizado no Brasil para operacionalizar as ações de assistência social] e SISAN [Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – instituído em 2006, durante o governo LULA, pela Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional com o objetivo de assegurar o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA)]”, disse Campello, apontando também que as duas “perderam quase 100% dos recursos com Bozo. A professora também prometeu “recriar o CONSEA [Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – criado em 1993], para garantir merenda escolar com comida de verdade, vamos recuperar o PAA [Programa de Aquisição de Alimentos, criado também no governo LULA, em 2003, para promover o acesso à alimentação e incentivar a agricultura familiar], e as cisternas“, prometeu.
Por fim, Tereza Campello relembra que “LULA criou o Bolsa Família no primeiro ano de governo, em 2003″, mostrando que é desde o início que se faz aquilo que o povo necessita com urgência, e pontuou: “Não deixamos para fazer coisas na última hora, as vésperas da eleição. Ou prometer fiado”, disse, referindo-se a Bolsonaro.
