Objetivo é iniciar processo de remoção dos criminosos, conforme anunciado pela gestora do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva
O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em reunião com ministros sobre povo Yanomami | Imagem de Ricardo Stuckert
O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mandou cortar os tráfegos aéreo e fluvial de garimpos ilegais na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, dando início ao processo de remoção dos criminosos, conforme anunciou a gestora do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.
Durante reunião, com sete ministros e o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Marcelo Damasceno, o chefe do Executivo determinou que as ações sejam feitas “no menor prazo“, com o objetivo de “estancar a mortandade e auxiliar as famílias Yanomami“.
“As iniciativas visam combater, o mais rápido possível, o garimpo ilegal e outras atividades criminosas na região impedindo o transporte aéreo e fluvial que abastece os grupos criminosos, disse o gabinete da Presidência da República, por meio de nota, donforme transcrição no UOL.
“As ações também visam impedir o acesso de pessoas não autorizadas pelo poder público à região buscando não apenas impedir atividades ilegais, mas também a disseminação de doenças“, completou o Planalto.
A ministra do MMMC disse à Folha de S. Paulo que governo iria fazer uma megaoperação unindo diversos ministérios. Paralelamente, o colunista do UOL, Leonardo Sakamoto, informou que o objetivo é remover entre 20 e 40 mil garimpeiros e acabar com a exploração do ouro ilegal em território amazônico. Assim, cumpres-e um compromisso da pré-campanha de Lula.
Os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e da Defesa, José Múcio, também deverão fazer outra reunião para alinhar estratégias para combate ao garimpo.
Nesta manhã, o governo já havia determinado a criação de um grupo de trabalho com “finalidade de propor medidas contra a atuação de organizações criminosas, inclusive com a exploração do garimpo, em terras indígenas“, com 60 dias para concluir seus trabalhos. A portaria foi assinada pelo ministro da Justiça, Flávio Dino, e publicada na edição de hoje do DOU (Diário Oficial da União).
Entre as razões para criação do grupo é citada a situação do povo Yanomami, assolado por garimpo ilegal, fome, desnutrição e morte.
“Vamos atuar firmemente e o mais rápido possível na assistência de saúde e alimentação ao povo Yanomami e no combate ao garimpo ilegal“, disse Lula, nas redes sociais, após a reunião.
