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Lula defende oceanos na 3ª Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos (vídeo)

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    Em Nice (FR), o estadista anuncia metas para a COP-30 – Conheça os planos do Brasil para a Amazônia Azul!

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    Nice (FR), 09 de junho de 2025

    Durante a 3ª Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos, realizada em Nice, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância dos oceanos para o desenvolvimento sustentável e o combate às mudanças climáticas.

    Lula anunciou sete compromissos voluntários do Brasil voltados à conservação marinha, que serão reforçados na COP-30, a ser sediada em Belém em 2025.

    Oceanos: o Coração da Sustentabilidade

    É impossível falar de desenvolvimento sustentável sem incluir o oceano. Sem protegê-lo, não há como combater a mudança do clima”, afirmou Lula (assista ao vídeo no final da matéria).

    Ele explicou que 3 bilhões de pessoas dependem diretamente dos recursos marinhos para sobreviver, e que os oceanos são o maior regulador climático do planeta.

    Segundo a ONU, os oceanos absorvem cerca de 30% do dióxido de carbono global, sendo essenciais para mitigar o aquecimento global.

    Lula destacou a Convenção da ONU sobre o Direito do Mar, adotada há mais de quatro décadas, que consagrou os oceanos como “patrimônio comum da humanidade”.

    Ele alertou, no entanto, para a ameaça do unilateralismo, que pode transformar os mares em palco de disputas geopolíticas.

    Não podemos permitir que ocorra com o mar o que aconteceu no comércio internacional, cujas regras foram erodidas a ponto de deixar a OMC inoperante”, disse.

    Compromissos do Brasil para a COP-30

    O Brasil apresentou sete compromissos voluntários na Conferência de Nice, incluindo a ampliação de áreas marinhas protegidas de 26% para 30% até 2030, alinhada ao Marco Global para a Biodiversidade.

    Outras metas envolvem proteção de manguezais, recifes de corais e combate à poluição por plásticos, que representam 80% da poluição marinha, segundo Lula.

    Nos últimos dez anos, o mundo produziu mais plásticos do que em todo o século passado”, enfatizou o presidente.

    Além disso, o Brasil planeja implementar o Tratado do Alto Mar ainda em 2025, promovendo a gestão transparente da biodiversidade em águas internacionais.

    Lula também defendeu a atuação da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, liderada pela cientista brasileira Leticia de Carvalho, contra a exploração predatória de minérios marinhos.

    A Amazônia Azul e a Crise Climática

    O presidente comparou o espaço marítimo brasileiro, com 5,7 milhões de quilômetros quadrados, à Amazônia, chamando-o de Amazônia Azul.

    As duas Amazônias sofrem o impacto da mudança do clima. As florestas tropicais estão sendo empurradas para seu ponto de não retorno, e o oceano está febril”, alertou.

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    Ele citou dados científicos que mostram que a temperatura média dos oceanos subiu em um ano quase o equivalente às últimas quatro décadas, impulsionada pelo aquecimento global e pelos combustíveis fósseis.

    Para enfrentar esses desafios, o Brasil está desenvolvendo uma estratégia nacional contra a poluição plástica e um plano de pesca sustentável, essencial para a segurança alimentar.

    O país também investirá em monitoramento científico por meio do Sistema Integrado de Monitoramento e da Estação Comandante Ferraz, na Antártida.

    Educação e Cultura Oceânica

    O Brasil foi o primeiro país a incluir a cultura oceânica nos currículos escolares, com apoio da UNESCO.

    Até 2025, o país terá 515 Escolas Azuis, envolvendo 160 mil estudantes e 2.600 professores.

    Com a ONU, o Brasil vai lançar um Balanço Ético Global para mobilizar pensadores, artistas, lideranças religiosas, juventudes, mulheres, povos indígenas, comunidades tradicionais e afrodescendentes, rumo à COP-30”, anunciou Lula.

    Os oceanos são vitais para a regulação climática e a sobrevivência de bilhões de pessoas.

    As metas do Brasil reforçam seu compromisso com o ODS 14 (vida na água) e o Acordo de Paris, promovendo um futuro sustentável.

    A COP-30, em Belém, será uma oportunidade para consolidar essas ações e inspirar o mundo.

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