Ministra sinaliza saída estratégica para embate eleitoral no Paraná, pavimentando ascensão de aliado experiente em negociações congressuais; entenda os meandros da reconfiguração governamental que pode definir alianças em Brasília
Presidente Lula seleciona Olavo Noleto, secretário do CDESS e ex-número 2 de Padilha, para suceder Gleisi Hoffmann na SRI a partir de abril. Ministra deixa cargo para disputar Senado pelo Paraná, prevendo transição até março. Declaração de Hoffmann à CNN Brasil enfatiza tranquilidade no processo. Noleto, goiano com expertise em articulações congressuais, ganha destaque em fontes como Mais Goiás e O Globo por seu perfil conciliador em ano eleitoral.
Brasília (DF) · 27 de janeiro de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu Olavo Noleto como o novo timoneiro da articulação política do governo federal, sucedendo Gleisi Hoffmann na Secretaria de Relações Institucionais (SRI).
A transição, projetada para ocorrer até março, com efetivação em abril, surge em meio a um calendário eleitoral efervescente, onde Hoffmann almeja uma vaga no Senado pelo Paraná.
O anúncio feito nesta segunda-feira (26/jan) destaca a confiança depositada em Noleto, atual secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS).
Hoffmann, em declaração à CNN Brasil, enfatizou a fluidez do processo: “Será uma substituição muito tranquila. Deve permanecer o nosso secretário atual do Conselhão, Olavo Noleto. Vamos realizar essa transição até março, junto com os líderes do Congresso Nacional”.
Ela complementou, sublinhando o viés democrático da mudança: “Acredito que será muito tranquilo, e nós sairemos para cumprir uma missão na eleição, que será muito importante para o Brasil e para a defesa da democracia brasileira”.
Noleto, goiano e filho de jornalistas, acumula uma trajetória robusta na tessitura de alianças políticas. Ele atuou como número dois da SRI durante a gestão de Alexandre Padilha, atual ministro da Saúde, o que lhe confere expertise em diálogos com o Congresso Nacional.
Essa experiência é vista como pivotal para navegar os desafios de um ano marcado por disputas legislativas e eleições municipais.
A escolha de Lula recaiu sobre Noleto por sua capacidade de interlocução com parlamentares e dirigentes partidários, evitando rupturas na base aliada, conforme avalia O Globo.
O perfil técnico-político de Noleto, posiciona-o como figura central nas articulações internas do Palácio do Planalto.
A saída de Hoffmann, que foi presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), acelera debates sobre a recomposição ministerial.
No horizonte, a ministra vislumbra fortalecer a representação progressista no Senado, em um pleito que pode reequilibrar forças no Legislativo.
Essa reestruturação reflete uma estratégia mais ampla do governo Lula para robustecer sua governabilidade em tempos de polarização, priorizando nomes com histórico de conciliação.
Analistas observam que a transição, se bem-sucedida, pode mitigar tensões com o Congresso em pautas econômicas e sociais cruciais.

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