José Rodrigo Sade é apoiado pelo grupo de advogados ‘Prerrogativas‘, declaradamente antilavajatista. Novo magistrado terá seu nome publicado no Diário Oficial da União até esta quinta -feira (8/2)
O presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), indicou e assinou nesta quarta-feira (7/2) a escolha do novo juiz para o TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral) do Paraná, onde serão julgadas duas ações que podem levar à cassação do senador Sergio Moro (União Brasil-PR).
José Rodrigo Sade, que tem o apoio do grupo de advogados ‘Prerrogativas‘, declaradamente antilavajatista, terá seu nome publicado no DOU (Diário Oficial da União) até amanhã, quinta -feira (8/2), informa ‘O Globo‘.
Mas Sade atuou também como advogado de Deltan Dallagnol, defendendo-o em uma ação privada de indenização por danos morais, fora do campo do direito eleitoral. O caso foi contra o ator José de Abreu, que acabou condenado a pagar R$ 41,8 mil ao ex-procurador da Lava Jato, devido a ofensas pessoais postadas na rede social ‘X‘, que ainda se chamava ‘Twitter‘.
A data da posse de Sade pode ser realizada nesta quinta-feira (8/2) para dar início ao julgamento de Moro no próximo dia 19, como queria o relator do caso, o desembargador Luciano Carrasco Falavinha.
O senador será julgado por abuso de poder econômico, caixa 2 e uso indevido dos meios de comunicação no pleito de 2022. PT e PL pretendem mostrar que a exposição e os recursos de Moro na pré-campanha para a Presidência da República deram a ele uma vantagem indevida na campanha para o Senado.
O ex-juiz decidiu disputar uma cadeira pelo Paraná após desistir da candidatura à presidência pelo Podemos e migrar para o União Brasil.
Se Moro perder no Paraná, ele ainda pode seguir no cargo e entrar com recurso no TSE, a quem caberá dar a decisão sobre o pedido feito pelo PL e pelo PT para que ele perca o mandato e sejam convocadas novas eleições. Se o TRE absolvê-lo, PT e PL podem recorrer.
Quem quer cassar Moro não apenas deseja que o TRE do Paraná o julgue o quanto antes, mas prefere que o caso chegue ao TSE ainda no primeiro semestre, antes da troca de Moraes por Mendonça.
