
CIDA GONÇALVES, LULA, MÁRCIA LOPES e GLEISI HOFFMANN | Foto de Ricardo Stuckert/PR
Troca de comando busca fortalecer políticas para o eleitorado feminino rumo a 2026 – SAIBA MAIS
COMPARTILHE:
✅ UrbsMagna no WhatsApp
——-Canais de Notícias——-
➡️ UrbsMagna no Telegram
![]()
Brasília, 05 de maio de 2025
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou, na manhã desta segunda-feira (5), a nomeação e posse de Márcia Lopes como nova ministra das Mulheres, substituindo Cida Gonçalves, que ocupava o cargo desde o início do governo, em 2023.
A cerimônia marcou a continuidade da reforma ministerial iniciada por Lula, sendo a segunda troca em uma semana, após a saída de Carlos Lupi da Previdência Social.
Márcia, assistente social e ex-ministra do Desenvolvimento Social (2010-2011) no governo Dilma Rousseff, foi escolhida por sua trajetória no PT desde 1982 e experiência em políticas sociais, como a condução do Bolsa Família e o fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
Nas redes sociais, o estadista postou uma imagem ao lado da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, da ex-ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, e da nova ministra Márcia Lopes.
Eu e a ministra @gleisi recebemos hoje pela manhã, dia 5 de maio, no Palácio do Planalto, a assistente social, professora e ex-ministra do Desenvolvimento Social, Márcia Lopes, a quem nomeei e dei posse no cargo de Ministra das Mulheres, em substituição à companheira… pic.twitter.com/qGCXgq77pz
— Lula (@LulaOficial) May 5, 2025
A decisão, confirmada após reunião com Lula no Palácio do Planalto, reflete a estratégia do governo de revitalizar a pasta, que enfrentava críticas por inércia e falta de protagonismo, segundo fontes do Planalto.
A substituição de Cida Gonçalves ocorre em meio a desgastes políticos, incluindo denúncias de assédio moral arquivadas em fevereiro pela Comissão de Ética da Presidência, além de polêmicas como a interrupção de agendas oficiais para atender à primeira-dama Janja, de quem era próxima.
A troca também é vista como um movimento estratégico para reconquistar o eleitorado feminino, que, segundo pesquisa Quaest de abril, apresentou 53% de desaprovação ao governo Lula, contra 43% de aprovação.
Márcia Lopes, irmã de Gilberto Carvalho, ex-chefe de gabinete de Lula e atual secretário nacional de Economia Solidária, já coordenou o grupo técnico de assistência social na transição de 2022, ao lado de Simone Tebet e Tereza Campello, sinalizando uma gestão alinhada às bases petistas e aos movimentos de direitos das mulheres.
A posse, inicialmente prevista para terça-feira (6/mai), foi antecipada, destacando a urgência da reestruturação antes da viagem de Lula à Rússia, na quinta-feira (8/mai).
A mudança no Ministério das Mulheres é a quinta troca ministerial de Lula em 2025 e a 12ª desde o início de seu terceiro mandato, evidenciando um esforço para ajustar a equipe em meio a pressões políticas e eleitorais.
Nos bastidores, a saída de Cida era dada como certa desde o início do ano, com Márcia Lopes apontada como favorita devido à sua experiência e proximidade com o PT.
Apesar de aliados negarem uma reforma ministerial mais ampla no curto prazo, a nomeação reforça a tentativa de Lula de fortalecer a conexão com pautas progressistas e ampliar o diálogo com a sociedade civil, especialmente em temas de gênero e assistência social.
LEIA MAIS APÓS OS ANÚNCIOS
A nova ministra, que desembarcou em Brasília vinda de Londrina (PR), já conversou com Cida Gonçalves sobre a transição, indicando uma passagem de comando planejada e focada em resultados para 2026.












