Explorando parcerias estratégicas com o Sudeste Asiático, o estadista impulsiona exportações agropecuárias enquanto consolida o Brasil como potência comercial global, superando barreiras em nações chave como Japão e Índia
Urbs Magna Podcast
LULA, a ASEAN e a estratégia bilionária que abriu 460 novos mercados para o Brasil
Brasília, 22 de outubro de 2025
O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), informou em suas redes sociais que chegou “a Jacarta, na Indonésia”.
Segundo o estadista, na quinta-feira (22/out), a comitiva inicia “uma extensa agenda aqui no Sudeste Asiático”, conforme escreveu na plataforma de microblog X, durante a manhã.
O chefe do Executivo acrescentou que estão programadas “visita de Estado à Indonésia, Cúpulas da ASEAN e do Leste Asiático na Malásia e reuniões com empresários brasileiros e asiáticos”.
“No dia de ontem [terça-feira (21/out)] anunciamos a abertura de novos mercados a produtos brasileiros no Japão, Singapura, Coreia do Sul, Egito e Índia, totalizando 460 novos mercados abertos desde o início de 2023”, escreveu o Presidente.
Segundo Lula, a viagem tem como objetivo “ampliar ainda mais nossos horizontes”.
Lula disse ainda que, “considerando o Timor-Leste, os 11 países da ASEAN [(Associação de Nações do Sudeste Asiático)] somam mais de 680 milhões de habitantes e um PIB agregado de cerca de 4 trilhões de dólares”, o que “em conjunto, formariam a quarta maior economia do mundo”.
Para o líder brasileiro que mais movimentou a economia nacional em toda a história do Brasil, a ASEAN é “um importante bloco com o qual o Brasil deseja ampliar seus negócios e firmar novas parcerias”.
O estadista desembarca na Ásia com o peso de um diplomata que sabe transformar apertos de mão em bilhões de dólares. A abertura de novos mercados é um turbo no motor da balança comercial brasileira, que já patina com superávits recordes graças a políticas que priorizam o agro e a diversificação.
A ASEAN é um bloco de 11 nações somando mais de 680 milhões de pessoas e um PIB agregado de cerca de 4 trilhões de dólares. Se fosse um país só, ela seria a quarta maior economia do planeta, atrás apenas de EUA, China e Japão. Lula não erra.
Mas como chegamos aqui?
Vamos rebobinar a fita histórica, enquanto conectamos os pontos com as aberturas recentes e uma pitada de comparação presidencial para contextualizar quem realmente encheu os cofres nacionais de divisas.
A semente da ASEAN:
Nascida do Caos para Florescer em Prosperidade
Tudo começou em 1967, em meio ao vendaval da Guerra Fria. Naquele 8 de agosto, em Bangkok, na Tailândia, cinco nações visionárias – Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura e Tailândia – assinaram a Declaração de Bangkok, fundando a ASEAN.
O pano de fundo?
Não era só otimismo econômico: era sobrevivência. A Guerra do Vietnã rugia ao lado, o comunismo se espalhava como fogo em palha seca, e disputas territoriais fervilhavam na região.
Os fundadores, liderados por gigantes como o indonésio Suharto e o malaio Tunku Abdul Rahman, viram na união uma muralha contra interferências externas e conflitos internos.
Promover a paz e a estabilidade regional, rezava o mantra inicial, mas o verdadeiro motor era acelerar o crescimento econômico, o progresso social e o desenvolvimento cultural – tudo sem abrir mão da soberania.
Os benefícios? Explosivos.
Em 1976, veio o Tratado de Amizade e Cooperação em Bali, Indonésia, que blindou os membros com princípios como não interferência e renúncia à força, pavimentando o caminho para a zona de livre comércio em 1992.
Tarifas caíram, trocas explodiram: o comércio intra-bloco saltou de 20% para mais de 25% do total regional hoje. Expansão veio rápida: Brunei em 1984, Vietnã em 1995, Laos e Mianmar em 1997, Camboja em 1999.
Com o Timor-Leste na fila, a lista atual é um time de pesos-pesados: Brunei Darussalam, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã – e diálogos abertos com gigantes como China, Japão e EUA.
Expectativas?
Altas como arranha-céus de Singapura.
A Visão ASEAN 2020 e o Plano Mestre de Conectividade 2025 miram integração total: fluxo livre de bens, serviços, investimentos e mão de obra qualificada.
Resultado?
Crescimento médio de 5% ao ano pré-pandemia, redução de pobreza de 20% para 7%, e um hub para indústrias verdes e digitais.
Para o Brasil, é ouro: comércio bilateral com a ASEAN atingiu US$ 30 bilhões em 2024, com exportações brasileiras crescendo 20% ao ano, puxadas por soja, carne e aviões da Embraer.
Acordos Quentes:
Os Bastidores dos Pactos Recentes
Fontes oficiais de nações ASEAN e parceiras mostram que os últimos acordos firmados por representantes do bloco são um festival de pragmatismo.
Em fevereiro de 2024, durante a 24ª reunião ministerial UE-ASEAN em Bruxelas, foi lançado o Programa de Trabalho de Comércio e Investimento UE-ASEAN 2024-2025, focando resiliência de cadeias de suprimento, comércio digital e tecnologias verdes.
A Malásia, presidindo o bloco em 2025, impulsiona o RCEP (Parceria Econômica Abrangente Regional), assinado em 2020 e efetivo desde 2022 – o maior acordo de livre comércio do mundo, cobrindo 30% do PIB global e incluindo ASEAN, China, Japão, Coreia do Sul e Austrália.
Na cúpula de maio de 2024 em Jacarta, o Livro Azul ASEAN-UE 2024-2025 selou parcerias em conectividade, com o Global Gateway da UE injetando bilhões em infraestrutura sustentável.
Do lado brasileiro, a ASEAN é o terceiro maior parceiro comercial, e Lula acelera: em 2023, o Brasil aderiu ao Tratado de Amizade e Cooperação da ASEAN, abrindo portas para cooperações em educação e inovação.
Fontes da embaixada indonésia em Brasília destacam missões exploratórias em 2023, visitando a Embrapa e a Fiocruz para parcerias em agro e saúde.
A Malásia e Singapura lideram investimentos em portos brasileiros, enquanto a Indonésia negocia importações de etanol sustentável.
Mercados Abertos:
O Elixir para a Balança Comercial Brasileira
Ontem (21/out), o anúncio de Lula foi um soco no estômago da concorrência: novos mercados para produtos brasileiros que injetam divisas frescas na economia.
No Japão de 124 milhões de habitantes e US$ 3 bilhões em agro importado do Brasil em 2024, a castanha-do-Brasil entra como estrela – rica em selênio, perfeita para confeitaria e panificação, diversificando além da soja.
Em Singapura, com 6 milhões de habitantes e 90% de alimentos importados, o mercado se abre para ovos processados, ideais para o boom de hotéis e restaurantes.
A Coreia do Sul, com 51 milhões de habitantes e US$ 3 bilhões em agro brasileiro, autoriza heparina suína purificada, insumo vital para anticoagulantes, elevando o valor agregado das exportações.
No Egito, considerado um parceiro top em proteínas animais, carne de pato, aves e coelho ganham sinal verde, fortalecendo o halal brasileiro.
A Índia, país mais populoso do planeta, com 1,4 bilhão de habitantes, libera derivados de ossos bovinos, chifres e cascos para gelatina industrial – um boost para a economia circular do pecuário.
Esses mercados não são periféricos: juntos, representam 37% das aberturas asiáticas em 2025, reduzindo dependência da China e elevando o superávit comercial brasileiro para US$ 80 bilhões projetados em 2025.
Para o agro, que responde por 50% das exportações, é oxigênio: diversificação mitiga riscos cambiais e climáticos, enquanto valor agregado (de commodities a processados) pode adicionar 15% ao PIB rural.
Lula vs. seus homólogos brasileiros antecessores:
Quem reinou no fluxo de divisas?
Comparando com ex-presidentes, sem floreios ou fake news, Lula se destaca como o rei das divisas. Seu primeiro mandato (2003-2010) registrou superávits comerciais médios de US$ 40 bilhões/ano, impulsionados por commodities em alta e diplomacia Sul-Sul – totalizando US$ 300 bilhões em entrada líquida, reduzindo a dívida externa de 40% para 25% do PIB.
Fernando Henrique Cardoso (FHC, 1995-2002) estabilizou com o Plano Real, mas superávits médios foram de US$ 5 bilhões/ano, com foco em privatizações que geraram US$ 100 bilhões, mas menos ênfase em exportações agro.
Dilma Rousseff (2011-2016) enfrentou ventos contrários, especialmente pelo clima político vivido no Brasil : superávits caíram para US$ 30 bilhões/ano médio, com recessão de -3,5% em 2015 corroendo ganhos.
Michel Temer (2016-2018) recuperou com US$ 50 bilhões/ano, via teto de gastos e reforma trabalhista, mas curto mandato limitou impacto.
Jair Bolsonaro (2019-2022) viu superávits recordes de US$ 60 bilhões/ano em 2021-2022 (pós-pandemia), totalizando US$ 200 bilhões, mas com volatilidade: pandemia sangrou US$ 100 bilhões em perdas iniciais, e dependência de China subiu para 30%.
Assim, o veredito factual:
Lula trouxe mais divisas líquidas (US$ 500 bilhões totais em 12 anos), via crescimento médio de 4% no PIB e 460 mercados abertos só no atual mandato – superando FHC (US$ 150 bi), Dilma (US$ 150 bi), Temer (US$ 100 bi) e Bolsonaro (US$ 200 bi).
Não é sorte: é estratégia, como prova a agenda em Jacarta.
Enquanto aviões cruzam oceanos, Lula não só visita – ele constrói pontes. No Sudeste Asiático, o Brasil não é mais coadjuvante; é protagonista pronto para surfar uma onda de oportunidades. O futuro comercial do país depende disso.
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LULA É UM CAIXEIRO VIAJANTE, POR ONDE PASSA ABRE ESPAÇOS, MOSTRANDO AO MUNDO O QUE PRODUZIMOS E TEMOS A OFERECER, A DIREITA MALÉFICA, MORDE OS COTOVELOS
Esse é Lula, um presidente trabalhador. Não descansa nunca.❤️❤️❤️
A esquerda constrói o desenvolvimento nacional, e a direita aniquila tudo o quanto pode.
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