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    Lula lidera interações nas redes no 1º dia oficial de campanha, demonstrando forte engajamento digital

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    Lula S. Bernardo

    📷 O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Vila Euclides, em São Bernardo do campo, SP, no domingo 16.8.2026 |•| URBS MAGNA |•|

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    17 de agosto de 2026

    A campanha presidencial começou oficialmente com Lula (PT) na frente na disputa por atenção nas redes sociais, segundo levantamento da empresa Palver publicado pela coluna Encaminhado com Frequência, da Folha de S.Paulo.

    O estadtista concentrou entre 41% e 63% das menções a presidenciáveis nas três plataformas monitoradas, deixando Flávio Bolsonaro (PL) atrás em todas elas — ainda que o cenário mude bastante quando a análise passa do volume de conversa para o tom das mensagens.

    Dois berços políticos, duas narrativas

    O primeiro ato de Lula ocorreu no domingo (16/ago) no Estádio 1º de Maio, na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, palco histórico das greves do ABC que projetaram o petista à cena política nacional.

    Flávio Bolsonaro escolheu Copacabana, no Rio de Janeiro, para seu lançamento, usando um colete nas cores da bandeira nacional estampado com a frase “meu partido é o Brasil”.

    A escolha simbólica de cada território, segundo análise do Brasil de Fato, buscou reforçar a identidade de cada candidato junto à própria base antes da disputa pelos eleitores indecisos, concentrados no Sudeste.

    Como cada rede social reagiu

    O monitoramento da Palver acompanhou grupos públicos de WhatsApp, além do Instagram e do X, entre sábado (15/ago) e a noite de domingo (16/ago).

    Em volume bruto de menções aos presidenciáveis, Lula liderou com folga: 63% no WhatsApp, 57% no Instagram e 41% no X, contra uma faixa entre 28% e 30% de Flávio nas três redes.

    Quando o critério muda para “quem teve o melhor primeiro dia de campanha”, sem julgar o mérito de cada candidato, o petista também venceu nas três plataformas, com folgas que chegaram a 67% no WhatsApp.

    O quadro se inverte, porém, ao observar o sentimento das mensagens dirigidas a cada nome.

    No Instagram, todos os presidenciáveis registraram entre 70% e 78% de aprovação — um padrão que revela mais sobre a rede, historicamente hostil a discurso negativo, do que sobre os próprios candidatos.

    Já no X, o clima foi outro: Renan Santos liderou a proporção de apoio, com 62% das mensagens favoráveis, seguido de perto por Flávio Bolsonaro, com 61%, enquanto Lula ficou dividido quase ao meio, com 47% de menções positivas contra 53% negativas.

    O governador Ronaldo Caiado foi o mais atacado na plataforma, alvo de críticas em 83% das citações — parte delas puxada pela fala do vice dele, Gilberto Kassab, associando o Centrão ao governo Lula, o que rendeu montagens do tipo “Kassab é Lula, Caiado é Lula, Zema é Lula, Renan é Lula”.

    Nos grupos de WhatsApp, o comportamento foi mais equilibrado e menos favorável a ambos os líderes: nenhum candidato terminou o dia com mais elogios do que críticas.

    Flávio foi o menos rejeitado, com 51% de mensagens negativas contra 49% positivas, enquanto Lula acumulou 60% de rejeição, puxada por reações às convocações para o ato na Vila Euclides.

    Difusão automatizada distorce o debate

    Um dado adicional do levantamento chama atenção: cerca de 79% das mensagens sobre presidenciáveis nos grupos de WhatsApp vieram de contas com padrão de difusão em massa — comportamento automatizado, sem traço de conversa espontânea entre usuários.

    Entre remetentes de comportamento orgânico, 64% das mensagens sobre Lula eram de ataque, proporção parecida com os 57% registrados para Flávio.

    Já nas mensagens de difusão coordenada, o ataque a Lula cai para 58%, e a conversa sobre Flávio se equilibra quase perfeitamente entre apoio e crítica — indício de que redes de disparo em massa operam de forma diferente para cada campo político.

    A análise do Urbs Magna aponta que esse recorte metodológico é o dado mais relevante da apuração: mostra que o volume de menções, por si só, mede pouco sobre a real disputa de narrativa.

    Flávio Bolsonaro perdeu no volume geral, mas conseguiu equilibrar o sentimento das mensagens no X e no WhatsApp — plataformas historicamente mais afinadas com sua base — enquanto Lula venceu no alcance, mas amargou rejeição majoritária justamente onde mais precisava consolidar apoio popular direto.

    O contexto que vem a seguir

    A disputa digital ganha um capítulo técnico já nesta terça-feira (18/ago): o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) discute novas regras para uso de inteligência artificial e deepfakes em campanha, depois que a imagem e a voz de Jair Bolsonaro foram usadas artificialmente em atos de campanha do filho, segundo apurou o Fox Elite. O tema deve se somar à disputa por atenção nas redes como um dos eixos centrais dos próximos 45 dias de campanha oficial.

    O que todo mundo publicou, e o que é exclusivo

    O levantamento da Palver e a análise completa dos dados são exclusividade da coluna Encaminhado com Frequência, da Folha de S.Paulo.

    O contexto sobre a pauta de deepfakes que o TSE discute nesta terça é informação adicional do Fox Elite, e os dados de intenção de voto citados — Lula com 38% segundo o instituto Quaest — vêm de reportagem do Brasil de Fato.

    O TSE deve divulgar nesta terça-feira (18/ago) as novas diretrizes sobre uso de inteligência artificial em propaganda eleitoral.



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