Estadista alcança topo do Índice Datrix com crescimento expressivo, enquanto ex-primeira-dama enfrenta queda significativa e o governador de Minas tem resultado péssimo
Brasília, 01 de setembro de 2025
O Presidente da República Federativa do Brasil, o Excelentíssimo Senhor Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assumiu a liderança do Índice Datrix dos Presidenciáveis (IDP), um marco inédito desde a criação da métrica em janeiro deste ano, segundo informações publicadas pela colunista Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo.
O ranking, que utiliza inteligência artificial para avaliar o desempenho digital de potenciais candidatos à Presidência, analisa interações em plataformas como X, Facebook, Instagram e YouTube.
Lula alcançou 24,39 pontos, registrando uma alta de 15% em relação a julho, impulsionado por um aumento de 55% no engajamento em suas redes sociais e por menções positivas em páginas de influenciadores, veículos de imprensa e outros políticos.
Enquanto isso, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que liderava o ranking em julho, despencou sete posições, caindo para o sétimo lugar.
A queda reflete tensões internas no campo da direita, com governadores como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Jr. (PSD-PR), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Romeu Zema (Novo-MG) enfrentando ataques da base bolsonarista mais radical.
Zema, em particular, teve o pior desempenho, terminando agosto com pontuação negativa de -1,90, após declarações consideradas xenofóbicas contra o Nordeste, que geraram forte reação nas redes.
Outro destaque foi o avanço de Ciro Gomes (PDT), que subiu da sexta para a segunda colocação, alcançando 16,62 pontos e um crescimento de 71%, impulsionado por especulações sobre uma possível filiação ao PSDB.
O estudo também destacou que o crescimento de Lula foi influenciado pela pressão internacional decorrente do “tarifaço” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos brasileiros, o que ampliou a visibilidade do presidente nas redes.
A ascensão de Lula no ambiente digital ocorre em um momento de crescente polarização política e disputa narrativa para as eleições de 2026.
O Índice Datrix reforça a importância estratégica das redes sociais como arena política, evidenciando a fragilidade da direita em manter sua influência digital após a crise de Jair Bolsonaro, que permanece inelegível, e a queda de Michelle Bolsonaro.
Observadores apontam que a habilidade de Lula em capitalizar menções positivas e equilibradas, aliada a uma gestão mais ativa de suas redes, tem funcionado como um “colchão reputacional” em momentos de crise.







