
Governo Lula recebe representantes de 44 países na Semana da África no Brasil para o segundo “Diálogo” sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural 19.5.2025 | Foto de Ricardo Stuckert
Evento reúne representantes de 44 nações africanas em Brasília, fortalecendo laços e a Aliança Global contra a Fome – SAIBA MAIS E ASSISTA:
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Brasília, 19 de maio de 2025
Em um marco para a cooperação Sul-Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu, nesta segunda-feira (19/mai), o II Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural, na Semana da África no Brasil, no Palácio Itamaraty.
O evento, que reúne representantes de 44 países africanos, incluindo vice-presidentes, ministros da agricultura e líderes da União Africana, visa compartilhar experiências e fortalecer sistemas alimentares sustentáveis, com meta de aumentar a produção de alimentos na África em 45% até 2035.
Lula destacou a importância do intercâmbio de conhecimentos, afirmando que “o Brasil tem muito a mostrar e aprender com a África”, integrando o diálogo à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada em 2024 com 148 membros, incluindo 82 países e a União Africana.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reforçou o compromisso brasileiro com a África, destacando a proximidade histórica e cultural entre as nações.
Ele lembrou que o primeiro diálogo, em 2010, também sob Lula, foi um sucesso, e agora, com 144 delegações, o evento ganha ainda mais relevância.
As atividades, que seguem até 23 de maio em Brasília e Petrolina, incluem visitas técnicas à Conab, AgroBrasília, Embrapa e à Cooperativa Coopindaiá, além de painéis sobre sistemas agroalimentares sustentáveis e financiamento para a Aliança Global.
Vieira enfatizou que a cooperação é pautada por solidariedade e respeito mútuo, com foco em desafios comuns como fome, pobreza e mudanças climáticas, e convidou os países africanos para a COP 30, em Belém.
Durante o evento, Lula criticou os gastos globais com guerras, como na Ucrânia e em Gaza, defendendo que esses recursos poderiam ser investidos no combate à fome, que afeta 733 milhões de pessoas no mundo.
Ele destacou políticas brasileiras, como o Bolsa Família e o Programa de Aquisição de Alimentos, como modelos para a Aliança Global, que planeja alcançar 500 milhões de pessoas com programas de transferência de renda até 2030.
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A presença de Angola foi especialmente notada, com o presidente João Lourenço esperado em Brasília no dia 23 para celebrar os 50 anos de independência do país e reforçar parcerias, incluindo capacitações técnicas da Conab para 75 profissionais angolanos em 2024.
O II Diálogo Brasil-África também aborda inovações agrícolas e tecnologias sustentáveis, com a Embrapa e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) liderando iniciativas como o Programa de Intercâmbio de Pesquisadores Africanos.
O evento reforça a posição do Brasil como parceiro estratégico da África, com a União Africana como membro pleno do G20, apoiando a criação de uma governança global mais inclusiva.
Lula enfatizou a “dívida histórica” do Brasil com o continente africano, prometendo compartilhar conhecimento e recursos para um futuro de menor desigualdade e maior desenvolvimento, conforme a ABC.












