“Perda de arrecadação vai ser compensada na tributação dos mais ricos”, diz economista do programa de governo do ex-presidente
LULA (PT) levará ao programa eleitoral sua promessa de reajustar a tabela do Imposto de Renda, fazendo correção acumulada dos sete anos que não é feita, cuja inflação acumulada é de cerca de 50%. A faixa faixa de isenção do IR subiria de R$ 1.903,98 para R$ 3.000, causando o efeito de empurrar as demais faixas. Ilustrativamente, quem ganha entre R$ 3.000 e R$ 3.900 passaria a pagar a alíquota de 7,5%. Os rendimentos até R$ 4.800 teriam alíquota de 15% e os salários até R$ 5.700 teria alíquota de 22,5%.
O economista Guilherme Mello, da comissão de governo de LULA, disse, de acordo com a Folha de S. Paulo, que, em caso de sua eleição, a correção seria implementada dentro de uma proposta de reforma tributária e que a perda de arrecadação seria parcialmente compensada pela tributação sobre distribuição de lucros e dividendos, além de outras medidas, o que se daria de forma progressiva.
Os ajustes equiparariam a tributação sobre a renda do capital com a tributação sobre a renda do trabalho e, ao mesmo tempo, haveria redução da tributação sobre o lucro da empresa, mantendo-se a carga total atual e garantindo uma alíquota efetiva dentro da média internacional.
O reajuste foi uma prática dos governos anteriores do PT que LULA pretende manter em um eventual terceiro mandato. O ex-presidente está em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, à frente de Bolsonaro, que em 2018 prometeu, mas não concretizou a nova tabela do IR e, pra piorar, seu governo causou alta inflação fazendo com que a defasagem atingisse pico histórico.
