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Lula lança PEC da Segurança Pública com promessa de combate ao crime sem ferir autonomia dos estados

    Lula lança PEC da Segurança Pública com promessa de combate ao crime sem ferir autonomia dos estados

    O Senador Jaques Wagner (PT-BA), o Advogado-geral da União, Jorge Messias, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Hugo Motta (Republicanos-PB), a ministra da Secretaria das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), o Senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), e o deputado federal José Guimarães (PT-CE) – FOTO @ricardostuckert

    Proposta entregue ao Congresso enfrenta resistência, mas aposta em integração e recursos para transformar a segurança no Brasil – SAIBA MAIS

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    Brasília, 24 de abril de 2025

    O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, em postagem no X, a entrega da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública ao Congresso Nacional, enfatizando o compromisso do Governo Federal em apoiar os estados no combate à criminalidade sem interferir em sua autonomia.

    A iniciativa, que busca constitucionalizar o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e reforçar a integração entre forças policiais, foi marcada por um discurso de cooperação e vontade política.

    Contudo, a proposta enfrenta resistência de governadores e parlamentares da oposição, levantando debates sobre sua viabilidade e impactos.

    Este texto reúne informações de fontes confiáveis, organizadas para rápida compreensão, com cada tópico creditado a um único veículo de comunicação, sem repetições.

    Contexto e Objetivo da PEC

    A PEC da Segurança Pública, elaborada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública sob a liderança do ministro Ricardo Lewandowski, tem como meta principal fortalecer o combate ao crime organizado por meio de maior integração entre União, estados e municípios.

    Segundo o portal Gov.Br, o texto busca criar um “SUS da segurança pública”, constitucionalizando o SUSP, criado em 2018 por lei ordinária, para garantir estabilidade normativa e diretrizes nacionais.

    A proposta não prevê novos cargos públicos, mas sim a reestruturação de competências para otimizar a atuação das forças de segurança.

    Reforço à Autonomia dos Estados

    Respondendo a preocupações de governadores, o texto da PEC foi revisado para garantir que a União não interfira no comando das polícias estaduais.

    Um parágrafo específico foi incluído para esclarecer que as novas atribuições da União não excluem as competências dos estados e municípios, preservando a subordinação das polícias civis, militares e corpos de bombeiros aos governadores.

    Essa medida foi uma resposta direta às críticas de possível centralização de poder.

    Constitucionalização de Fundos e Recursos

    Um dos pilares da PEC é a constitucionalização do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), garantindo que os recursos sejam compartilhados entre os entes federativos sem risco de contingenciamento.

    Essa medida visa proporcionar segurança jurídica e previsibilidade no financiamento de políticas de segurança, incluindo a modernização de equipamentos e a capacitação de forças policiais, como as guardas municipais.

    Inclusão das Guardas Municipais

    A proposta incorpora as guardas municipais ao rol de órgãos de segurança pública previstos no Artigo 144 da Constituição, formalizando seu papel no policiamento ostensivo e comunitário.

    Essa inclusão segue uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de fevereiro de 2025, que reconheceu a competência das guardas para atuar na segurança urbana, desde que não se sobreponham às funções das polícias civil e militar.

    A PEC reforça a necessidade de regulamentação local e controle externo pelo Ministério Público.

    Atualização das Competências das Polícias Federais

    A PEC propõe ampliar as atribuições da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que passaria a se chamar Polícia Viária Federal.

    A PF terá maior foco em crimes ambientais e de repercussão interestadual ou internacional, enquanto a PRF assumirá o policiamento ostensivo em rodovias, ferrovias e hidrovias, além de apoiar forças estaduais quando solicitado.

    Essas mudanças visam replicar o modelo estadual de divisão entre polícias judiciária e ostensiva no âmbito federal.

    Resistência e Desafios Políticos

    Apesar do discurso de cooperação, a PEC enfrenta forte oposição.

    Governadores e parlamentares da oposição questionam a proposta, temendo uma concentração de poder na União e a falta de um plano nacional detalhado.

    A resistência pode dificultar a tramitação no Congresso, onde a matéria depende de amplo consenso para ser aprovada.

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), prometeu priorizar a discussão, mas ajustes no texto são esperados.

    Declaração de Lula e Expectativas

    Em sua postagem no X, Lula reforçou que o Governo Federal está “totalmente à disposição dos estados” com inteligência, recursos e vontade política para penalizar crimes e reduzir a insegurança.

    O Presidente expressou pressa em implementar um sistema que devolva tranquilidade à sociedade, mas enfatizou a manutenção da autonomia estadual, buscando apaziguar críticas de interferência federal.

    A entrega da PEC aos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), marcou o início de um debate que promete ser intenso.

    Impactos Esperados e Críticas

    A PEC é vista como um passo para modernizar a segurança pública, mas especialistas alertam para desafios.

    A ausência de um Plano Nacional de Segurança Pública claro é um obstáculo, já que a proposta foca em reestruturação institucional, mas não detalha estratégias operacionais.

    Além disso, casos de letalidade policial e abusos de autoridade, mencionados no mesmo veículo, reforçam a necessidade de corregedorias e ouvidorias autônomas, previstas na PEC, para fiscalizar as forças de segurança.

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    A PEC da Segurança Pública representa uma tentativa ambiciosa do Governo Lula de enfrentar a criminalidade transnacional e interestadual, promovendo integração e recursos sem precedentes.

    Contudo, o sucesso da proposta dependerá de sua capacidade de superar resistências políticas e de traduzir diretrizes constitucionais em ações práticas.

    A entrega ao Congresso marca o início de uma discussão que pode redefinir a segurança pública no Brasil, mas o caminho até a aprovação promete ser desafiador.

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