Ministra critica cortes sociais e defende impostos sobre lucros para equilibrar contas públicas – propostas estão no Congresso
RESUMO << Gleisi Hoffmann (PT) criticou cortes em políticas sociais e defendeu a taxação de lucros e dividendos para promover justiça tributária. O governo Lula reduziu o déficit primário de 2,3% para 0,09% entre 2023 e 2024, mas enfrenta pressão de juros altos. Propostas no Congresso visam taxar altas rendas, isentar salários até R$ 5 mil e revisar isenções fiscais de R$ 600 bilhões, visando equilíbrio fiscal e social>>
Brasília, 30 de junho de 2025
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), usou sua conta na rede social X para criticar propostas de cortes em políticas sociais e congelamento do salário-mínimo, chamando-as de “defesa de privilégios e injustiças”.
Segundo ela, o governo Lula busca equilíbrio fiscal sem sacrificar os mais pobres, com redução do déficit primário de 2,3% em 2023 para 0,09% em 2024.
A estratégia inclui aumento de arrecadação por crescimento econômico e corte de despesas primárias, que caíram de 19,6% para 18,6% do PIB.
Gleisi aponta os altos juros como principal pressão sobre a dívida pública, projetada em R$ 1 trilhão em 2025, e critica a falta de taxação sobre lucros e dividendos.
“O que está faltando é a contribuição do andar de cima”, afirmou, defendendo impostos sobre rendimentos de aplicações financeiras e revisão de isenções fiscais que custaram R$ 600 bilhões em 2024.
O governo propõe elevar a tributação de altas rendas para isentar quem ganha até R$ 5 mil, aliviando a carga tributária de 27,5% sobre trabalhadores. A ideia é reduzir desigualdades e financiar políticas públicas sem prejudicar investimentos sociais ou em infraestrutura.
As propostas estão no Congresso, prontas para debate e ajustes, com foco em justiça tributária.
A ausência de impostos sobre lucros e dividendos foi destaque em análises econômicas, com especialistas apontando que a isenção beneficia os mais ricos, enquanto a classe média arca com alta carga tributária.
A política monetária herdada, com juros elevados, também foi criticada por encarecer a dívida pública sem justificativa, já que a inflação está controlada. Gleisi reforça que o equilíbrio fiscal e social depende de uma reforma tributária justa, que cobre de quem tem mais.
“Só alcançaremos o verdadeiro equilíbrio com justiça tributária”, concluiu. As discussões no Congresso serão cruciais para definir o futuro das contas públicas e da desigualdade no Brasil.
Leia a integra do desabafo de Gleisi Hoffmann:









Tá certo boas notícias
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