Estratégia visa fortalecer laços com os religiosos influentes e libertar segmento capturado pelo bolsonarismo
Brasília, 16 de outubro de 2025.
Lula, presidente da República, reuniu-se nesta quinta-feira (16/out) no Palácio do Planalto, em Brasília, com o advogado-geral da União, Jorge Messias, e proeminentes líderes evangélicos, em um encontro que mescla fé e estratégia política às vésperas de uma possível indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Cotado como favorito para substituir o ministro Luís Roberto Barroso, Messias, integrante da Igreja Batista, participou da agenda ao lado da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, do bispo Samuel Ferreira e do deputado federal Cezinha de Madureira (PSD-SP), ambos da Assembleia de Deus Ministério de Madureira.
O gesto reforça os esforços do governo para dialogar com a bancada evangélica no Congresso, um eleitorado chave para as eleições de 2026, conforme noticiado pelo g1 e pela CNN Brasil.
Durante a reunião de cerca de duas horas, os participantes oraram pelo Brasil e trocaram gestos simbólicos, como a entrega de edições especiais da Bíblia, em um clima descrito pelo próprio Lula em sua rede social como “um encontro especial, de emoção e fé”.
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Líderes evangélicos saíram do Planalto convencidos de que a nomeação de Messias está encaminhada, segundo fontes próximas, o que poderia pavimentar pontes com setores resistentes ao PT desde 2022.
Essa aproximação não é isolada: o governo tem acionado Messias em diálogos prévios com a bancada religiosa, visando neutralizar críticas e ampliar apoio em um Congresso fragmentado, como destacado pelo O Globo e pelo Poder360.
A movimentação ocorre em momento crítico, com o anúncio da indicação ao STF esperado até o fim da semana, segundo colunistas como o da VEJA.
Para o Planalto, Messias une perfil técnico robusto a afinidades religiosas, potencializando uma indicação que equilibre lealdade e legitimidade perante o Senado.
Essa articulação revela a habilidade de Lula em navegar tensões políticas, convidando o leitor a refletir: o elo unirá governo e fé em prol de uma agenda nacional coesa?








Lula está escolhendo um ministro extremamente evangélico. Preferia um que fosse extremamente de esquerda e sábio como o Dino.
Sempre confiei no Lula, como um grande negociador e estrategista politico.
Na atualidade, ninguém, se compara a ele!
O cara é um “AS”!
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