O estadista brasileiro afirmou que ambos têm “muitos assuntos a tratar que vão beneficiar” os dois países: Brasil é líder em investimentos internacionais no setor de energias renováveis e a Alemanha é um dos maiores contribuintes da política climática internacional
O presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o chanceler federal da Alemanha, Olaf Scholz, jantaram em Berlim, na noite deste domingo (3/11).
O estadista brasileiro chegou ao país na tarde de hoje e foi recebido pelo presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, no BER (Flughafen Berlin Brandenburg ‘Willy Brandt’ – aeroporto no município de Schönefeld que faz fronteira com Berlim.
Lula disse que pretende retomar “o diálogo com os alemães que tinha sido abandonado em governos anteriores“, pois considera o país “uma das maiores e mais avançadas economias do mundo“.
Lula também afirmou, em mensagem nas redes sociais, que quer “reforçar”, com a Alemanha, a “parceria e cooperação “ com o Brasil, em áreas como “energia, indústria, combate às fake news e transição ecológica“.
Nos últimos sete anos, o Brasil emergiu como líder em investimentos internacionais no setor de energias renováveis e superou outras economias em desenvolvimento.
Olaf Scholz e a Alemanha
Alemanha é um dos maiores contribuintes da política climática internacional. Para Olaf Scholz, chanceler da quarta maior nação industrial do mundo, a proteção ao clima é primordial.
Scholz, que havia prometido € 6 bilhões por ano na proteção climática global a partir de 2025, o correspondente a R$ 32,12 bilhões, já excedeu essa meta em 2022: quase € 6,4 bilhões (R$ 34,27 bilhões) fluíram para projetos do meio ambiente, segundo o ‘Bild‘.
Na COP 28, o chanceler federal da Alemanha disse que continuará defender objetivos climáticos: “Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para garantir que [as políticas necessárias para proteger a Terra] sejam implementadas”.
“Devemos agora todos mostrar uma firme determinação em eliminar progressivamente os combustíveis fósseis, sobretudo o carvão”, afirmou, mesmo sob risco de impor à Alemanha uma instabilidade econômica.
Globalmente, o carvão ainda é a maior fonte de geração de eletricidade, bem como a maior fonte de dióxido de carbono, diz o ‘Deutsche Welle‘. Em 2021, cerca de 30% da eletricidade da Alemanha foi gerada pela queima de carvão.
Embora Scholz tenha prometido dinheiro em Dubai, a Alemanha tem endividamento aproximado de € 60 bilhões (R$ 321,29 bilhões).
O Tribunal Constitucional Federal do país decidiu que, nesta semana, Scholz e seu vice-chanceler Robert Habeck, juntamente com o ministro das Finanças alemão, Christian Lindner, terão de chegar a uma definição sobre como vão tapar o buraco.
De acordo com a ‘Reuters‘, o governo alemão disse que os efeitos colaterais da crise energética que atingiu o país em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, causou uma disparada dos preços e criaram uma situação de emergência no país.
PIB
A Alemanha tem o 9° melhor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo, segundo o último ‘Relatório de DH’ publicado, e o melhor PIB da Europa (US$ 3,4 trilhões).
Tiago Reis, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), considera, no portal ‘Suno‘, que o Brasil já está de volta à 9ª colocação mundial. A Alemanha aparece com o 4º PIB do mundo.
Veja o ranking:
10.º Canadá 2,22 (US$ tri)
9º Brasil 1,8 (US$ tri)
8º Itália 1,8 (US$ tri)
7.º Índia 2,2 (US$ tri)
6.º França 2,5 (US$ tri)
5.º Reino Unido 2,6 (US$ tri)
4.º Alemanha 3,4 (US$ tri)
3.º Japão 4,9 (US$ tri)
2.º China 11,2 (US$ tri)
1º Estados Unidos 18,6 (US$ tri)



