Previsto para setembro, nova fase do ‘Desenrola Brasil’ também incluirá dívidas com varejistas, dentro da categoria ‘contas de itens essenciais’
O programa ‘Desenrola Brasil’, do governo do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem por objetivo reduzir o endividamento das famílias para reaquecer a economia, terminou a sua primeira fase na última sexta-feira (28/7) com 6 milhões de dívidas retiradas dos registros de negativados.
“Passamos de 6 milhões de desnegativações de dívidas de até R$ 100. O fato de alguns bancos terem feito isso gerou uma pressão competitiva para que outros fizessem‘, afirmou o secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto.
O secretário avalia que os bancos estão disputando o espaço que será liberado no orçamento das famílias, para conceder novos empréstimos:
“Temos visto bancos que, apesar de não terem o benefício regulatório que nós estamos dando para fazerem a renegociação estão fazendo ofertas para a população“, disse, conforme transcrição no jornal ‘O Globo‘.
O Desenrola entrou em vigor com dois objetivos inicias.
O primeiro é tirar do cadastro negativo as pessoas com dívidas de até R$ 100 em 31 de dezembro de 2022.
O segundo é conceder crédito tributário para que bancos renegociem dívidas de negativados com renda de até R$ 20 mil.
Contas de luz e água
A terceira fase está prevista para setembro e irá incluir as contas de itens essenciais, como água e luz, e dívidas com varejistas.
Dívidas bancárias e não bancárias de até R$ 5 mil, para quem ganha até dois salários mínimos, entrarão em uma espécie de leilão, em uma plataforma virtual criada pelo governo.
As empresas e os bancos precisarão oferecer as melhores condições para os consumidores, para assim conseguir renegociar as dívidas com garantia totalmente coberta pelo governo através do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
Segundo o secretário, os varejistas já estão atuando antecipadamente antes do lançamento da terceira fase.
“Temos observado que há varejistas, que não estão na segunda fase, fazendo ofertas bem interessantes para a população. É uma pressão competitiva para oferecer mais para a população“.
