Deputado defende avanços na isenção do Imposto de Renda sob Lula, que subiu para R$ 5 mil, e critica estagnação na tabela do IR durante Temer e Bolsonaro
Brasília, 12 de outubro de 2025
Em um vídeo postado em suas redes sociais, o deputado federal Pedro Campos (PSB-PE) defendeu as políticas econômicas do governo Lula, destacando o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda para R$ 5 mil como um marco histórico.
No entanto, ele alerta que a ausência de uma política de reajuste anual da tabela do IR, estagnada por anos sob os governos Temer e Bolsonaro, ainda prejudica milhões de brasileiros.
“Temer e Bolsonaro te fizeram de besta”, dispara Campos, ao explicar como a falta de correção da tabela tributária ampliou a carga fiscal sobre a população.
Contexto da isenção do Imposto de Renda
Segundo Campos, quem ganhava dois salários mínimos em 2016, cerca de R$ 1.700, não pagava Imposto de Renda.
Porém, entre 2018 e 2022, a tabela do IR permaneceu congelada em R$ 1.900, enquanto o salário mínimo subia apenas pela inflação.
“Você ganhava mais, mas o poder de compra continuava a mesma coisa”, explica o deputado.
Como resultado, o número de brasileiros pagando IR saltou de 28 milhões para 43 milhões entre 2016 e 2023.
Com Lula, a isenção foi ajustada para dois salários mínimos e, posteriormente, para R$ 5 mil.
“Isso já foi um grande ganho”, afirma Campos, destacando que, de 2023 a 2026, o número de contribuintes do IR deve cair de 43 milhões para 30 milhões.
A medida beneficia especialmente trabalhadores de renda média e baixa, que agora ficam isentos.
Valorização do salário mínimo
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Outro ponto central do discurso de Campos é a política de valorização do salário mínimo implementada por Lula.
Diferentemente de Temer e Bolsonaro, que ajustavam o salário mínimo apenas pela inflação, Lula instituiu uma lei que combina a correção inflacionária com o crescimento econômico.
“Além de ganhar mais, a pessoa também consegue comprar mais”, ressalta.
Em 2026, dois salários mínimos ultrapassarão R$ 3 mil, um avanço significativo em relação aos R$ 1.700 de 2016
A luta pelo reajuste anual do IR
Apesar dos avanços, Campos enfatiza que a falta de uma lei para reajuste anual da tabela do Imposto de Renda é um obstáculo.
“A gente quer uma política de reajuste anual da tabela do imposto de renda”, defende.
O deputado conclui convocando a população a apoiar a causa: “Se você concorda com essa luta, compartilha, até porque para lutar pelo reajuste anual da tabela do Imposto de Renda, vale tudo”.
Ele argumenta que, com o salário mínimo crescendo, a isenção do IR deve acompanhar esse aumento para evitar que mais trabalhadores sejam tributados sem um ganho real de renda.
“Você só vai precisar pagar imposto de renda se receber um bom aumento no seu salário”, explica.
A proposta busca garantir que o alívio tributário acompanhe a valorização do salário mínimo, promovendo maior justiça fiscal.
Impacto e perspectivas
A iniciativa de Lula já trouxe alívio para milhões de brasileiros, mas a ausência de uma política fixa de correção da tabela do IR segue como um desafio.
A pressão por uma legislação que garanta o reajuste anual ganha força com o apoio de parlamentares como Pedro Campos, que veem na medida uma forma de proteger o poder de compra dos trabalhadores e reduzir a carga tributária sobre a classe média.
Com o debate em alta, o tema deve continuar mobilizando a opinião pública e o Congresso, especialmente em um contexto de crescimento econômico e busca por maior equidade fiscal no Brasil.







