Presidente do Brasil dita regras a assessores para barrar agressões dos EUA na América do Sul, escalando tensão global em meio a bombardeios anunciados
Rio de Janeiro · 01 de janeiro de 2026
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiu orientações claras a seus auxiliares sobre como responder às ameaças do governo de Donald Trump contra a Venezuela.
De férias no Rio de Janeiro, Lula transmitiu as diretrizes por meio de Celso Amorim, ex-chanceler e atual chefe da Assessoria Internacional no Palácio do Planalto, conforme o Metrópoles.
A essência da mensagem é inequívoca: ataques ao continente sul-americano não podem ser tolerados, mas o nível de reação deve ser calibrado conforme a gravidade dos fatos, incluindo danos humanos e materiais.
O contexto surge após Trump anunciar, em 29 de dezembro, um ataque inicial ao território venezuelano, executado pela Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos.
Trata-se de um bombardeio por drone direcionado a um porto supostamente ligado a um grupo terrorista envolvido no tráfico de drogas. Essa ação marca o primeiro passo em uma série de ameaças de invasão, intensificando o clima de instabilidade na região.
Lula condiciona qualquer resposta brasileira à análise precisa dos incidentes, priorizando a defesa da soberania sul-americana sem precipitações.
A postura do estadista reflete uma estratégia diplomática calculada, evitando confrontos diretos desnecessários enquanto reforça a unidade continental.
Adicionalmente, relatos indicam que Lula se dispõe a mediar negociações de paz entre os EUA e a Venezuela, oferecendo apoio a Trump para diálogos construtivos.
A orientação do Presidente surge em um momento crítico, com o Brasil posicionando-se como ator chave na geopolítica latino-americana.
Analistas apontam que a reação de Lula pode influenciar alianças regionais, especialmente considerando o histórico de relações entre Brasília e Caracas.
As orientações foram feitas via Celso Amorim, sublinhando a continuidade da política externa brasileira mesmo durante o recesso presidencial.
Para Lula, a defesa contra ataques à América do Sul é inegociável, alinhando-se à visão de não tolerância a intervenções externas.
O episódio ilustra o delicado equilíbrio entre soberania nacional e relações bilaterais, com potenciais repercussões para a estabilidade hemisférica.

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