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Lula confronta Trump em instruções contra invasão na Venezuela

    Presidente do Brasil dita regras a assessores para barrar agressões dos EUA na América do Sul, escalando tensão global em meio a bombardeios anunciados


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    O Presidente
    O Presidente Lula / Foto: Brenno Carvalho/O Globo | Donald Trump / Foto: Anna Moneymaker/Getty Images | Nicolás Maduro durante evento de fim de ano / Foto: Reuters

    Rio de Janeiro · 01 de janeiro de 2026

    O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiu orientações claras a seus auxiliares sobre como responder às ameaças do governo de Donald Trump contra a Venezuela.

    De férias no Rio de Janeiro, Lula transmitiu as diretrizes por meio de Celso Amorim, ex-chanceler e atual chefe da Assessoria Internacional no Palácio do Planalto, conforme o Metrópoles.

    A essência da mensagem é inequívoca: ataques ao continente sul-americano não podem ser tolerados, mas o nível de reação deve ser calibrado conforme a gravidade dos fatos, incluindo danos humanos e materiais.

    O contexto surge após Trump anunciar, em 29 de dezembro, um ataque inicial ao território venezuelano, executado pela Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos.

    Trata-se de um bombardeio por drone direcionado a um porto supostamente ligado a um grupo terrorista envolvido no tráfico de drogas. Essa ação marca o primeiro passo em uma série de ameaças de invasão, intensificando o clima de instabilidade na região.

    Lula condiciona qualquer resposta brasileira à análise precisa dos incidentes, priorizando a defesa da soberania sul-americana sem precipitações.

    A postura do estadista reflete uma estratégia diplomática calculada, evitando confrontos diretos desnecessários enquanto reforça a unidade continental.

    Adicionalmente, relatos indicam que Lula se dispõe a mediar negociações de paz entre os EUA e a Venezuela, oferecendo apoio a Trump para diálogos construtivos.

    A orientação do Presidente surge em um momento crítico, com o Brasil posicionando-se como ator chave na geopolítica latino-americana.

    Analistas apontam que a reação de Lula pode influenciar alianças regionais, especialmente considerando o histórico de relações entre Brasília e Caracas.

    As orientações foram feitas via Celso Amorim, sublinhando a continuidade da política externa brasileira mesmo durante o recesso presidencial.

    Para Lula, a defesa contra ataques à América do Sul é inegociável, alinhando-se à visão de não tolerância a intervenções externas.

    O episódio ilustra o delicado equilíbrio entre soberania nacional e relações bilaterais, com potenciais repercussões para a estabilidade hemisférica.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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