No mês passado a secretaria de Política Econômica já havia revisado a projeção do Produto Interno Bruto no ano para 1,9%, diante de 1,6% em março. Agora, o Ministério da Fazenda aponta cenário mais otimista
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São Paulo – As expectativas do governo e, particularmente, do Ministério da Fazenda, continuam apontando para um cenário otimista da economia. O secretário de Política Econômica da pasta, Guilherme Mello, disse nesta segunda-feira (3) que a projeção de crescimento em 2023 será revisada para um patamar entre 2,5% e 3%. No mês passado a secretaria revisou a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) no ano para 1,9%, diante de 1,6% em março.
Segundo Mello, a realidade mostra “que nós tínhamos razão e o nosso cenário será revisado para cima”, mas isso será consolidado no próximo boletim MacroFiscal do Ministério da Fazenda, previsto para este mês. “Certamente, estamos próximos de um crescimento de 2,5% a 3%”, disse.
Já a expectativa de crescimento do PIB pelo mercado é de 2,19%, segundo o relatório Focus publicado pelo Banco Central nesta segunda-feira (3). Apesar de discreto, o crescimento dessa previsão também mostra tendência de alta: na semana passada era de 2,18%. Para 2024, a estimativa cresceu de 1,22% para 1,28% em uma semana.
Guilherme Mello criticou a taxa de juros, classificando a política monetária como “restritiva”, referindo-se à manutenção da Selic em 13,75% ao ano pelo BC.
Trimestre positivo
O PIB cresceu 1,9% no primeiro trimestre do ano em relação ao mesmo período do ano passado, o que surpreendeu positivamente o mercado e o próprio governo. “Certamente, hoje nós estamos mais próximos de uma realidade de um crescimento do PIB entre 2,5% e 3% neste ano do que o cenário inicial do mercado, que era próximo de 1%”, disse Mello.
O secretário esteve na reunião de hoje do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, representando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que não participou porque sua mãe, Norma Theresa Goussein Haddad, morreu na noite de domingo (2).
Tendência crescente
“Desde o início do ano nós temos dito que o crescimento seria maior do que aquele previsto pelo mercado”, continuou Mello. Segundo ele, a previsão do governo era por volta de 2% inicialmente, enquanto o mercado apostava em “algo próximo de 0,8%”.
Segundo o secretário, o crescimento das expectativas “é fruto da melhoria do ambiente econômico que a economia brasileira tem assistido nos últimos meses”. O cenário com o novo arcabouço fiscal está sendo influenciado positivamente para “melhoria expressiva de alguns preços macroeconômicos”, disse Mello.
