Enquanto isso, aos golpistas que bloqueavam vias só lhes “falta” a compreensão de seu “papel de bobos” por acreditarem nos discursos de Bolsonaro, pois “era tudo bravata, caricatura de gibi”, escreve a jornalista
“O Lula que chega a Brasília nesta semana (…) é o melhor dos Lulas“, escreve a jornalista Eliane Cantanhêde, no Estadão, em matéria desde domingo (6/11). O Presidente eleito “está revigorado pelo novo amor por Janja, mantém sua obsessão pela inclusão social, (…) usa seu talento para dialogar com aliados e sabe que não tem o direito de errar“.
“Sem as mesmas condições e os ventos favoráveis de seus dois primeiros mandatos“, Lula “precisa não só de sólida base parlamentar, que ele sabe construir como ninguém, mas também das melhores cabeças no País, ou pelo menos no seu amplo conjunto de forças políticas, para compor o governo“, prossegue Cantanhêde.
Como antídoto para o extremismo da “tropa bolsonarista, que não é de brincadeira“, argumenta a jornalista, “Lula tem sua imensa capacidade de atrair apoios e maiorias. O País volta à normalidade da política e do diálogo, com o vice Geraldo Alckmin dando entrevista no Planalto e uma saudável balbúrdia para definir instrumentos e cronogramas dos projetos urgentes“.
“Bolsonaro adora ditadores, liderou atos golpistas, comprou os militares, armou os civis, dividiu PF, PRF e polícias estaduais, mas na hora H – quando, frise-se, as Forças Armadas comportaram-se como instituição de Estado – ele não teve força nem tinha ideia de como dar golpes“, observa Cantanhêde.
“Era tudo bravata, caricatura de gibi. Só falta os golpistas de ruas e estradas compreenderem que fazem papel de bobos“.
