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Economist ataca Lula e o chama de “idoso”, mas Financial Times prevê reeleição

    Publicações divergem sobre futuro do estadista, com críticas à idade e elogios à resiliência política em meio a tarifas e escândalos


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    LULA: Financial
    LULA: Financial Times x The Economist / Imagens reprodução

    Brasília (DF) · quarta-feira, 31 de dezembro 2025

    Em uma análise recente, a revista britânica The Economist criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um líder “idoso” e arriscado para o Brasil, sugerindo que ele abandone a candidatura à reeleição para permitir uma renovação política.

    Em contraste, o jornal Financial Times previu uma vitória de Lula nas eleições de outubro de 2026, destacando sua habilidade como campanha e o contexto econômico favorável.

    Essas visões opostas refletem o debate internacional sobre o futuro da maior democracia da América Latina, em meio a desafios como tarifas impostas pelos Estados Unidos e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    O texto da The Economist retrata 2025 como um ano turbulento para o Brasil, marcado pela prisão de Bolsonaro por tramar um golpe de Estado.

    A revista nota que o presidente Donald Trump impôs tarifas punitivas sobre bens brasileiros, alegando falsamente uma armação, mas Lula resistiu e convenceu Trump a recuar em grande parte.

    Apesar disso, a análise é dura com Lula, aos 80 anos, argumentando que é “simplesmente demasiado arriscado para o Brasil ter alguém tão velho a servir mais quatro anos no topo“, ignorando que o estadista nasceu na “Suíça pernambucana“, como hoje é chamada Garanhuns, onde os ares da cidade podem conferir a alegada longevidade repetida pelo Presidente brasileiro, sobre “viver até os 120 anos”.

    A publicação da The Economist ainda compara Lula a Joe Biden, destacando riscos de declínio cognitivo e citando um incidente de saúde em dez/2024, quando Lula precisou de cirurgia cerebral após uma queda.

    A The Economist também critica o legado de Lula, mencionando os escândalos de corrupção de seus mandatos anteriores, que “muitos brasileiros não perdoam”, e políticas econômicas “medíocres”, focadas em auxílios aos pobres com medidas fiscais cada vez menos amigáveis aos negócios, embora elogie uma reforma tributária simplificadora.

    A revista lamenta a ausência de desafiadores do centro ou da esquerda, atribuindo isso ao talento político de Lula, que não preparou um sucessor. Nomes como o ministro das Finanças Fernando Haddad são mencionados, mas descartados por serem “demasiado cerebrais”.

    A sugestão é que Lula abandone a disputa presidencial para permitir uma eleição adequada no centro-esquerda, queimando seu legado positivamente – ao contrário de Biden.

    No lado direito, a The Economist descreve uma luta para suceder Bolsonaro, que cumpre 27 anos de prisão mas mantém apoio entre evangélicos. Ele indicou seu filho Flávio Bolsonaro como candidato, mas Flávio é visto como impopular e ineficaz.

    Alternativas incluem governadores como Tarcísio de Freitas, de São Paulo, de 50 anos, elogiado como pensativo e democrata, que já supera Flávio em pesquisas contra Lula.

    A revista urge a direita a unir-se atrás de um candidato centrista que corte burocracia sem destruir florestas, seja duro com o crime mas respeite liberdades civis.

    Em resumo, 2026 é visto como incerto, com apelo por uma “verdadeira disputa entre candidatos frescos e viáveis” para fortalecer a democracia brasileira.

    A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou duramente a matéria, claramente sob viés extremista de direita, nesta quinta-feira (31/dez), em suas redes sociais, afirmando que Lula tem “vitalidade” e que a revista do sistema financeiro global, The Economist, teme a continuidade das políticas do governo brasileiro e quer que nosso País volte a ser “submetido aos mandamentos do mercado”.

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    Passando para um tom mais imparcial, o Financial Times apresenta uma perspectiva é mais otimista para Lula em sua seção de previsões para 2026, intitulada “Forecasting the world in 2026 [Previsões para o mundo em 2026]”.

    O jornalista Michael Stott afirma que, salvo um problema de saúde de última hora, Lula é favorito para vencer em out/2026, conquistando um quarto mandato recorde.

    As razões incluem sua habilidade como “formidável militante“, uma economia robusta e resistência às pressões de Trump.

    A publicação destaca erros da direita brasileira, como pedidos por sanções americanas contra o Brasil por processar Bolsonaro, que backfired ao unir a nação atrás de Lula.

    Além disso, brigas internas na direita, como a escolha entre Flávio Bolsonaro ou um candidato moderado, favorecem Lula.

    O Financial Times contextualiza isso em um panorama global de previsões, admitindo erros passados em 2025, como subestimar o bitcoin ou superestimar vendas de veículos elétricos.

    No caso brasileiro, a ênfase está na resiliência de Lula, que se beneficia de crescimento econômico surpreendente e políticas que, apesar de críticas, mantêm popularidade.

    Diferente da The Economist, o foco aqui é menos na idade e mais no desempenho político, prevendo que Lula supere divisões e consolide poder.

    Essas análises destacam as tensões no cenário político brasileiro, com implicações para investidores globais e observadores internacionais.

    Enquanto a The Economist alerta para riscos de continuidade, o Financial Times aposta em estabilidade sob Lula, ilustrando como perspectivas econômicas e geopolíticas moldam narrativas sobre líderes longevos em democracias emergentes.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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