Na quarta (28/2), fontes palestinas relataram que militares israelenses dispararam contra a população que aguardava ajuda humanitária, quando mais de 100 pessoas morreram
Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; da Colômbia, Gustavo Petro, e os chanceleres do Chile, Alberto van Klaveren, e do México, Alicia Bárcena, se reunião em um encontro em paralelo à cúpula da Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos), em São Vicente e Granadinas, nesta sexta-feira (1º/3), na ilha de São Vicente e Granadinas – nação do sul do Caribe composta por uma ilha principal, que leva o primeiro nome, e uma cadeia de ilhas menores.
A convocação para a reunião urgente ocorre após o ataque de soldados de Israel contra o povo palestino e faminto que aguardava a entrega de ajuda humanitária, na rua Al Rashid, localizada perto de uma rotatória no oeste da Cidade de Gaza.
De acordo com os serviços de saúde do território palestino e diversas testemunhas, soldados israelenses posicionados perto do comboio atiraram nas pessoas que corriam em direção aos caminhões, resultando na morte de mais de 100 pessoas e deixando várias centenas de feridos.
Lula e outros líderes discutirão uma reação ao episódio que só faz aumentar o número de mortos no enclave palestino, que superou oficialmente 30 mil.
De acordo com o ‘Valor Econômico‘, além da reunião no Caribe, o Itamaraty prepara uma nota para se referir ao episódio. O comunicado pode sair a qualquer momento e aguarda apenas a aprovação do chanceler Mauro Vieira, que está se deslocando para São Vicente e Granadinas.
Lula vem, seguidamente, classificando a operação de Israel como “um genocídio contra o povo palestino“. Durante sua viagem à Etiópia, em um domingo (18/2), o estadista classificou a ação de Israel, a pretexto de acabar com o Hamas, como “genocídio“:
“O que está acontecendo na Faixa Gaza não existe em nenhum outro momento histórico, aliás, existiu, quando Hitler resolveu matar os judeus“, disse. Depois, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu apareceu na imprensa e usou a palavra Holocausto para reagir às declarações do Presidente brasileiro, que não citou o termo.
Quanto ao presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ele expulsou o embaixador de Israel de seu país pouco mais de uma semana após o início da ofensiva militar israelense, após os ataques terroristas do Hamas, que deixaram mais de 1.200 mortos, no dia 7 de outubro.
Nas redes sociais, nesta quinta-feira (29), o mandatário da Colômbia disse que a ação israelense “se chama genocídio e lembra o Holocausto, mesmo que as potências mundiais não gostem de reconhecer“. E defendeu que o mundo deveria “bloquear” o premiê de Israel.
Pidiendo comida, mas de 100 palestinos fueron asesinados por Netanyahu. Esto se llama genocidio y recuerda el Hocausto así a los poderes mundiales no les guste reconocerlo.
— Gustavo Petro (@petrogustavo) February 29, 2024
El mundo debe bloquear a Netanyahu. Colombia suspende toda compra de armas a Israel. https://t.co/o5aLu7DCA6
