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    ‘Chama a polícia, negra petista’: Lula mandou governador da Bahia atrás de agressor que deu tapa em caixa de supermercado (vídeo)

    Durante entrevista à TV Brasil, Presidente reagiu com indignação a episódio de violência e preconceito em Luís Eduardo Magalhães e cobrou de Jerônimo apuração imediata

    Trump, Lula e Flávio Bolsonaro

    O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, exibido em 22.5.2026 / Imagem reprodução / TV Brasil / via Lula/YouTube

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Rio de Janeiro (RJ)
    23 de maio de 2026, 08h00

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com firmeza a um episódio de agressão física e verbal de cunho racista e político ocorrido em um supermercado de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia.

    Na terça-feira (19/mai), um cliente desferiu um tapa no rosto de uma operadora de caixa negra de 22 anos e a ofendeu com a expressão “negra petista”, segundo imagens das câmeras de segurança que circulam nas redes sociais.

    Durante entrevista concedida nesta sexta-feira (22/mai) ao programa Sem Censura, da TV Brasil, apresentado por Cissa Guimarães, o mandatário revelou ter sido alertado sobre o caso ainda durante uma viagem.

    Hoje, por exemplo, a Janja estava me mostrando no celular dela: um cidadão na Bahia foi no supermercado fazer uma compra e não sei o que aconteceu, que ele deu um tapa na cara da caixa, que era uma negra, e chamou de ‘negra petista’. Falou: ‘Chama a polícia, negra petista’”, relatou Lula.

    Ainda no avião, o presidente entrou em contato com o governador da Bahia e pediu providências diretas.

    Eu tava no avião, passei a mensagem para o governador da Bahia e pedi para ele ir lá”, afirmou.

    Visivelmente consternado, Lula questionou a persistência de comportamentos que remetem ao passado escravocrata.

    Não é possível que um cidadão desse, em pleno século XXI, em 2026, ele ainda não sabe que acabou a escravidão. Mesmo que não tivesse acabado a escravidão na cabeça dele, ele tem que tratar os outros com respeito, porque escravo também merecia respeito”, declarou.

    O presidente ainda ponderou sobre o impacto social do agressor: “E esse cidadão é um cara que não vale nada. Se ele não é capaz de tratar uma pessoa igual a ele, um ser humano igual a ele — que a única diferença é a cor —, se ele não tratar com respeito, quem que ele vai tratar?”.

    A reflexão conecta o episódio isolado ao contexto mais amplo de desrespeito às diferenças, frequentemente alimentado por narrativas de intolerância que circulam nas redes.

    O caso ilustra como atos de violência contra a mulher e contra pessoas negras ainda desafiam o avanço da justiça social no país, defendida durante o atual governo Lula. A proteção à mulher é prioridade total no atual governo.

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    FAQ Rápido

    O que exatamente motivou a reação de Lula? O presidente assistiu ao vídeo da agressão mostrado pela primeira-dama Janja e, ainda no avião, acionou o governador da Bahia para garantir providências.

    Onde e quando ocorreu a agressão? O incidente aconteceu na terça-feira (19/mai) em um supermercado de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia.

    Qual o impacto esperado do caso?
    O episódio reforça o debate sobre combate ao racismo e à violência política, temas que seguem centrais para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.

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