Estudo da Quaest revela que embate com Legislativo fortalece imagem de Lula nas redes sociais, enquanto Congresso enfrenta críticas
RESUMO <<A pesquisa da Quaest, divulgada em 7 de julho de 2025, revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fortaleceu sua imagem nas redes sociais ao enfrentar o Congresso Nacional na disputa sobre o aumento do IOF, com 61% das 4,4 milhões de menções digitais criticando o Legislativo. Usando a narrativa “pobres contra ricos”, o governo mobilizou apoio online, enquanto o Congresso, liderado por Hugo Motta, enfrenta rejeição. Apesar de desafios como o escândalo do INSS e a desaprovação de 55% apontada pela CNT/MDA, Lula capitaliza o embate para recuperar popularidade, com estratégias como programas sociais e a mediação do STF marcada para 15 de julho>>
Brasília, 07 de julho de 2025
A mais recente pesquisa da Quaest, publicada nesta segunda-feira (7/jul), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu fortalecido nas redes sociais após o embate com o Congresso Nacional sobre o aumento do IOF.
O levantamento destaca que 61% das 4,4 milhões de menções digitais relacionadas ao tema criticaram o Legislativo, enquanto Lula conseguiu reverter o desgaste inicial e consolidar apoio online.
O confronto teve início com a derrubada de um decreto presidencial que elevava as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), uma medida que marcou a primeira rejeição de um decreto executivo pelo Congresso em mais de 30 anos.
Segundo o monitoramento da Quaest, conforme mostra O Globo, a campanha digital do governo, com o discurso “pobres contra ricos”, mobilizou a esquerda e gerou maior rejeição ao Legislativo, acusado de ser “inimigo do povo”.
A pesquisa indica que 51% dos deputados avaliam negativamente a relação com o governo, enquanto apenas 18% a consideram positiva.
Para Lula, o cenário é visto como uma oportunidade de recuperar popularidade, especialmente após crises como o escândalo do INSS e a queda registrada em levantamentos anteriores, como o da CNT/MDA, que apontou desaprovação de 55% em fevereiro de 2025.
O governo tem apostado em estratégias para reverter a perda de apoio, como intensificar as aparições públicas de Lula e associar sua imagem a programas sociais, como o financiamento para motos de entregadores e crédito para reformas de casas populares.
A Secom, sob comando de Sidônio Palmeira, avalia que a percepção de melhora econômica ainda não chegou ao presidente, mas os números da Datafolha de junho de 2025 mostram uma queda de 55% para 47% na percepção de piora econômica.
O embate com o Congresso, liderado por Hugo Motta, também gerou reflexos no STF.
O ministro Alexandre de Moraes suspendeu os decretos do Executivo e marcou uma audiência de conciliação para 15 de julho, o que foi interpretado como uma vitória parcial do Legislativo.
Ainda assim, a narrativa do governo nas redes sociais ganhou tração, segundo posts no X, que destacam a habilidade de Lula em “virar o jogo” digitalmente.![]()








