📷 Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o presidente da República Francesa, Emmanuel Macron, em início de cerimônia da Cúpula do G7 |15.6.2026| Foto: Ricardo Stuckert
| Paris (FR)
15 de junho de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Genebra, na Suíça, na manhã de segunda-feira (15/jun) para participar da 52ª cúpula do G7, que ocorre entre os dias 15 e 17 de junho em Évian-les-Bains, na França.
A presença brasileira acontece a convite do anfitrião Emmanuel Macron e marca a décima participação de Lula no fórum.
Ainda em Genebra, o brasileiro foi recebido pelo presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin.
Os dois líderes celebraram os 200 anos de relações diplomáticas e os 18 anos de parceria estratégica entre os países.
Na pauta bilateral estiveram o comércio, a diversificação das exportações e o Acordo Mercosul-EFTA, apontado como oportunidade de ampliar os fluxos em um cenário de crescente protecionismo.
Lula e Parmelin também trataram da ampliação da cooperação em Inteligência Artificial, transição energética, minerais críticos, biotecnologia, saúde e defesa.
A Suíça figura entre as principais origens de investimento direto estrangeiro no Brasil.
O presidente suíço elogiou os avanços brasileiros no combate ao desmatamento e a realização da COP30 em Belém.
À tarde, em Évian-les-Bains, Lula se reuniu com Emmanuel Macron.
No encontro, o estadista agradeceu o convite para a cúpula e lembrou que foi exatamente em Évian, em 2003, que participou pela primeira vez de um encontro do grupo.
Os dois presidentes destacaram os 20 anos da UNITAID, organização criada em 2006 por Lula e pelo então presidente francês Jacques Chirac para ampliar o acesso a medicamentos nos países do Sul Global.
Na esfera bilateral, os líderes reiteraram os avanços na cooperação em defesa, especialmente o sucesso do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB).
Também trataram do aprofundamento da cooperação transfronteiriça entre o Amapá e a Guiana Francesa.
Macron manifestou interesse da França em apoiar o Brasil na aquisição de supercomputadores, reforçando a soberania digital brasileira.
A participação de Lula no G7 reforça a estratégia brasileira de ocupar espaços multilaterais para defender interesses do Sul Global.
Em um momento de tensões comerciais e rearranjos geopolíticos, a voz do Brasil busca equilibrar pautas como reforma de instituições internacionais, combate ao protecionismo e cooperação em temas estratégicos como transição energética e tecnologia.
Lula deve participar de sessões a partir de terça-feira (16/jun), incluindo discussões sobre parcerias internacionais e, na quarta-feira (17/jun), sobre crescimento econômico e inteligência artificial.
O posicionamento brasileiro historicamente prioriza o multilateralismo e a reforma da governança global.
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FAQ Rápido
O que é o G7?
O G7 reúne as sete maiores economias industrializadas do mundo: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, além da União Europeia. O Brasil participa como país convidado.
Qual a importância da UNITAID citada por Lula?
A UNITAID foi criada em 2006 por Lula e Jacques Chirac para financiar medicamentos contra HIV, tuberculose e malária em países pobres. Completou 20 anos em 2026.
Haverá encontro entre Lula e Trump no G7?
Fontes oficiais indicam que um encontro bilateral entre Lula e o presidente americano Donald Trump durante a cúpula é considerado pouco provável.
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