“Acredito que existe consenso dentro do PT e da base aliada sobre a candidatura do presidente Lula em 2026. Na minha opinião, é uma coisa que está bem pacificada“, disse o Ministro da Fazenda
O Ministro da Fazenda Fernando Haddad afirmou que o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deverá tentar a reeleição em 2026 e que uma sucessão no Palácio do Planalto não é discutida para o próximo pleito presidencial.
Para o bem-sucedido gestor da pasta, há “consenso” dentro do Partido dos Trabalhadores sobre este tema, que o deixa indiscutível para as próximas eleições do Executivo.
Haddad foi elogiado pelo jornalista Alvaro Gribel, do jornal ‘O Globo‘, sobre sua “atuação decisiva para o governo este ano com a aprovação da agenda econômica no Congresso“.
Por este motivo, durante entrevista com o Ministro, o jornalista disse que “muita gente diz que isso o coloca como possível sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva“. E perguntou a Haddad, como ele “avalia essa ideia“.
Farnando Haddad respondeu que “existe consenso dentro do PT e da base aliada sobre a candidatura do presidente Lula em 2026“. E que em sua “opinião, é uma coisa que está bem pacificada. Não se discute“.
O entrevistador insiste e diz que “em algum momento o presidente precisará de um sucessor“, então o Ministro da Fazenda responde:
“O Lula foi três vezes presidente. Provavelmente, será uma quarta. Ao mesmo tempo que é um trunfo ter uma figura política dessa estatura por 50 anos à disposição do PT, também é um desafio muito grande pensar o day after“, disse. E prosseguiu:
“Eu não participo das reuniões internas sobre isso. Mas, excluído 2026, o fato é que a questão vai se colocar. E penso que deveria haver uma certa preocupação com isso. Porque a natureza da liderança do Lula é diferente da de outros fenômenos eleitorais. O bolsonarismo tem uma dinâmica muito diferente“, afirmou.
Perguntado se ele pensa “na possibilidade de um dia ser sucessor do presidente Lula“, Haddad diz que “não pensa nessa ideia“.
“E só passou pela minha cabeça em 2018 porque era uma situação em que ninguém queria ser vice do Lula. E aí, um dia, ele falou: “Haddad, acho que vamos sobrar só nós dois”. Dentro da cadeia. Eu disse: “Pense bem antes de me convidar, porque vou aceitar”. E acabou acontecendo. Mas era um momento particular“, respondeu.
“Eu próprio me engajei na sensibilização do Ciro Gomes e do Jaques Wagner para que eles fossem vice. Porque entendia que eram figuras mais consensuais. Sobretudo o Jaques Wagner dentro do PT“.
