| Brasília (DF)
21 de agosto de 2026
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que o petista não participará do debate promovido pela TV Bandeirantes em parceria com o Estadão, marcado para domingo (23/ago), às 20h, em São Paulo.
A decisão, anunciada a partir de domingo (16/ago), se baseia na alegação de falta de igualdade de condições para enfrentar os adversários.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), principal concorrente nas pesquisas, também ficará de fora.
A emissora anunciou que manterá os púlpitos de ambos vazios durante a transmissão ao vivo.
A coordenação petista questionou os critérios de convite da emissora.
O argumento central aponta a inclusão de Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), cujas legendas não atingem a exigência legal mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional.
A legislação eleitoral obriga as emissoras a convidar apenas candidatos de partidos ou federações com essa representação, calculada com base nos eleitos de 2022.
A Band exerceu critério jornalístico próprio ao incluir os dois nomes, ao lado de Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).
A ausência dos dois líderes das pesquisas reduz o encontro a quatro participantes e altera o equilíbrio do primeiro debate televisionado da campanha.
A decisão de Lula dialoga com a estratégia de priorizar entrevistas, podcasts e sabatinas, enquanto evita um formato em que ficaria isolado diante de adversários alinhados à direita.
A campanha de Flávio Bolsonaro condicionou a participação do senador à presença do presidente, segundo integrantes do grupo.
A TV Bandeirantes confirmou a realização do debate mesmo com as ausências.
O posicionamento no estúdio, definido por sorteio, deixará os espaços de Lula e Flávio Bolsonaro vazios entre os demais candidatos.
A transmissão ocorrerá pela Band, BandNews TV, rádios do grupo e plataformas digitais.
A legislação eleitoral estabelece a obrigatoriedade apenas para partidos com o mínimo de cinco parlamentares.
A escolha da emissora por ampliar o convite a Zema e Renan Santos gerou a reação da coordenação petista, que avalia o cenário como desproporcional.
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