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Lula faz escala em Moscou e liga para Putin em tentativa de mediar diálogo do russo com Zelensky

    Lula faz escala em Moscou e liga para Putin em tentativa de mediar diálogo do russo com Zelensky


    Lula encontra Vladimir Putin no Dia da Vitória, na Rússia – Foto de Alexei nikolsky/Reuters


    Presidente brasileiro busca convencer o Presidente da Federação a participar de negociações diretas com a Ucrânia em Istambul, reforçando o papel do Brasil na diplomacia global – SAIBA MAIS

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    Brasília, 14 de maio de 2025

    O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fez escala em Moscou durante retorno da China nesta quarta-feira (14/mai) e ligou para o presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, a fim de convencê-lo a participar de negociações diretas com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Istambul.

    A iniciativa, que busca estabelecer um cessar-fogo de 30 dias e abrir caminho para conversas de paz, reflete o papel crescente do Brasil como mediador no conflito Rússia-Ucrânia.

    A iniciativa responde a um pedido do ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, que apelou ao Brasil para usar sua influência com a Rússia.

    Lula, em tom direto, expressou sua abordagem: “Quando eu parar em Moscou, vou tentar dizer: ‘Ô, companheiro Putin, vá para Istambul negociar, porra’”, conforme citado pelo jornal O Globo.

    O Al Jazeera relatou que Lula prometeu pressionar Putin pessoalmente para comparecer às negociações, aumentando a pressão internacional sobre Moscou. O jornal palestino destacou que a ausência de Putin seria interpretada como um sinal de desinteresse em encerrar o conflito.

    A Newsweek enfatizou a relação econômica entre Brasil e Rússia através do grupo BRICS, o que pode dar a Lula uma posição única para influenciar Putin.

    A mídia também mencionou a resistência russa a um cessar-fogo, com Moscou vendo isso como uma oportunidade para a Ucrânia se rearmar.

    A proposta de negociações em Istambul, a primeira desde 2022, é impulsionada pela pressão de líderes globais, incluindo o presidente dos EUA, Donald Trump, que expressou apoio às conversas.

    No entanto, a relutância de Putin em aceitar um cessar-fogo e sua insistência em abordar as “causas raízes” do conflito, conforme reportado pelo The Moscow Times, complicam as perspectivas de um acordo.

    Zelensky colocou Putin em uma situação onde, faça o que fizer, ele perde”, disse Oleksandr Merezhko, parlamentar ucraniano, segundo a ABC News.

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    Se Putin não comparecer, será visto como um obstáculo à paz; se aceitar, enfrentará pressão para concessões significativas.

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