Lula exige explicações do escândalo internacional sobre a espionagem da Abin contra o Paraguai
Lula durante encontro com o presidente do Paraguai, Santiago Peña – Imagem Ricardo Stuckert
Operação foi autorizada no governo Bolsonaro e encerrada quando a atual gestão tomou conhecimento – reunião tensa no Planalto revela tensões sobre operação hacker autorizada no governo anterior – SAIBA MAIS
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Brasília, 17 de abril de 2025
O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião de emergência com os diretores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Fernando Corrêa, e da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, para esclarecer denúncias de uma operação hacker contra autoridades paraguaias.
A ação, revelada por um depoimento de um agente da Abin à PF, teria visado obter vantagens nas negociações da usina de Itaipu e envolveu invasões a sistemas do Congresso e outras instituições do Paraguai.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a operação foi autorizada em junho de 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro, e encerrada em 27 de março de 2023, quando a atual gestão tomou conhecimento.
A reunião, descrita como tensa pela Folha de S. Paulo, ocorreu após o depoimento de um funcionário da Abin sugerir que a atual gestão teria dado aval para manter as invasões, contradizendo a narrativa oficial.
Lula cobrou explicações detalhadas, especialmente porque o caso veio à tona no mesmo dia em que o diretor da Abin foi interrogado pela PF por tentativa de obstruir investigações.
O governo Lula nega envolvimento e reitera que a operação foi desmantelada assim que descoberta.
A denúncia gerou um escândalo internacional ante a gravidade, apontada por mídias latinas, da espionagem para as relações Brasil-Paraguai.
O caso expõe fragilidades na transição de gestões da Abin. O governo paraguaio não havia se pronunciado ainda e o episódio pode impactar negociações bilaterais, especialmente sobre Itaipu.
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O caso segue sob investigação da PF, com pressão por transparência.
A Abin enfrenta questionamentos sobre sua conduta, e o Planalto busca conter danos diplomáticos.
A revelação de possíveis abusos de inteligência reforça a necessidade de reformas no setor, enquanto o governo tenta dissociar sua imagem de práticas do passado.
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