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Lula espera ministros do STF e aliados para a o evento ‘Democracia Inabalada’, na segunda, 8 de Janeiro

    Deverão ocorrer discursos de seis autoridades: Lula, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Arthur Lira, Rodrigo Pacheco e Fátima Bezerra

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    O presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), convidou pessoalmente ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), bem como todos os 38 ministros de seu governo, a comparecer, no próximo dia 8 de janeiro, ao evento ‘Democracia Inabalada‘ – mote da campanha lançada pela Corte em resposta aos atos praticados por manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas no ano passado.

    O ato deve reunir no Congresso Nacional cerca de 500 convidados, entre autoridades e representantes da sociedade civil.

    Está previsto um momento simbólico relacionado a obras que foram danificadas. Um deles será entrega simbólica da tapeçaria de Burle Marx na qual vândalos urinaram durante os ataques.

    A peça já passou por restauro e, em outubro, voltou a ser exposta no Congresso Nacional.

    Ainda será parte da cerimônia a restituição simbólica de um exemplar da Constituição Federal furtada do STF pelos golpistas e posteriormente recuperada, informa a ‘Folha de S. Paulo‘.

    Segundo documento, além de Lula e dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, são esperados ministros de tribunais superiores, governadores, ministros, prefeitos, membros do corpo diplomático, presidentes de estatais, parlamentares, prefeitos e representantes de confederações patronais.

    O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também é listado como participante do ato.

    A Secretaria-Geral da Presidência ainda enviou ao Senado, que está organizando o ato, pedidos para convites de 130 movimentos sociais e sindicais, além de entidades da sociedade civil organizada.

    Entre eles, estão os integrantes do Conselho de Participação Social, que reúne 68 membros da sociedade civil.

    Membros do governo enviaram convites a prefeitos de capitais e governadores na última semana de 2023.

    Uma lista com todos os confirmados deve ser formulada até sexta-feira (5/1).

    O governo deixou claro que cada convidado deverá arcar com as próprias despesas e organizar a ida a Brasília. Isso pode gerar ausências.

    No evento, deverão ocorrer discursos de seis autoridades: Lula, Alexandre de Moraes, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, presidente do STF, Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado e do Congresso, e Fátima Bezerra (PT), governadora do Rio Grande do Norte.

    Também são esperados no ato o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a ex-presidente do STF Rosa Weber e a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja.

    Um interlocutor de Lula que está envolvido na organização do evento afirma que defendia que o ato ocorresse no próprio Planalto, por motivos de segurança.

    O plano de segurança para o 8 de janeiro de 2024 será fechado nesta quinta (4/1), em reunião conjunta de autoridades do Distrito Federal e do governo federal.

    Devem participar do encontro representantes da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Federal, da Força Nacional, da Secretaria de Segurança Pública do DF, do Senado, da Câmara, do Supremo e do GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

    O Ministério da Justiça constatou a convocação de atos contra Lula em todos os estados, inclusive no Distrito Federal, mas sem grandes adesões.

    Até o início da semana, a expectativa de eventuais protestos não causava preocupação nas autoridades porque eram considerados desarticulados.

    Ainda assim, já está previsto o monitoramento diário e o reforço do policiamento na data.

    Segundo o secretário da Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, haverá o incremento também de agentes de outros órgãos:

    Cuidados das polícias legislativas com as respectivas Casas, até porque haverá o evento no Senado Federal e efetivo do Exército para a segurança do Planalto, caso haja demanda“, disse.

    O monitoramento de convocações nas redes está sendo feito pela área de cyberlab do Ministério da Justiça:

    Há sinais detectados que estão chamando, mesmo depois de toda a gravidade do que aconteceu e da consequência, com a prisão de pessoas. Ainda assim você tem indicativos abertos chamando para manifestações em todos os estados“, afirmou na semana passada o secretário Nacional de Segurança Pública da pasta, Tadeu Alencar.

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