Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Lula entra para lista da TIME100 Climate 2025 por frear retrocessos de Bolsonaro, justifica Revista

    Clickable caption
    O presidente
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Time100 Climate 2025, da Revista TIME / Montagem Urbs Magna


    Após anos de aceleração do desmatamento na Amazônia sob o governo de seu antecessor de direita, Lula almejava transformar o Brasil em um líder climático” – leia a íntegra do texto




    Brasília, 30 de outubro 2025

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conquista um lugar de honra na prestigiada lista Time100 Climate 2025, dos 100 líderes climáticos mais influentes, divulgada pela renomada revista TIME.

    A distinção anunciada nesta quinta-feira (30/out) reforça o papel do Brasil como protagonista na agenda internacional de sustentabilidade, especialmente com a proximidade da COP30, que o país sediará na região amazônica em 2025.

    Essa premiação não é mero reconhecimento simbólico: ela reflete avanços concretos na redução do desmatamento e na criação de mecanismos financeiros inovadores para proteger biomas tropicais.

    Logo após sua posse em janeiro de 2023, Lula cumpriu a promessa feita em novembro de 2022, durante a conferência da ONU em Sharm El Sheikh, no Egito.

    Ironicamente, Lula teve um empurrãozinho do ex-presidente Jair Bolsonaro, conhecido mundialmente pelos retrocessos climáticos no Brasil, conforme destacou o jornalista climático Justin Worland:

    Retrato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em fundo verde com padrões circulares.

    Luiz Inácio Lula da Silva
    Presidente do Brasil

    Em novembro de 2022, poucas semanas após vencer as eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu em Sharm El Sheikh, no Egito, com uma mensagem destinada a animar os participantes da conferência climática da ONU daquele ano.

    “O Brasil está de volta”, disse ele a uma multidão eufórica. Após anos de aceleração do desmatamento na Amazônia sob o governo de seu antecessor de direita, Lula almejava transformar o Brasil em um líder climático. A realização da COP30, a conferência climática deste ano, na Amazônia, representa mais um feito notável em seu trabalho na área climática.

    E em muitas frentes, ele obteve sucesso. Desde que assumiu o cargo, o governo brasileiro reprimiu o desmatamento ilegal, levando aos menores níveis de destruição da Amazônia em uma década. Além disso, o governo foi pioneiro em novas formas de financiar a proteção da natureza, incluindo o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, um fundo de US$ 125 bilhões destinado à preservação das florestas tropicais, ao mesmo tempo que proporciona retorno financeiro aos investidores.

    Ele também procurou aproveitar os setores da economia brasileira que se encontram em posição privilegiada para demonstrar que o combate às mudanças climáticas pode trazer benefícios.

    (O Brasil possui uma das redes elétricas mais limpas do mundo e seu setor agrícola tem buscado contribuir para soluções climáticas de base biológica, como combustíveis de baixo carbono).

    A TIME100 Climate 2025 traz como pano de fundo a decisão dos EUA de recuar em relação ao uso de legislação do país para combater a crise climática.

    A publicação destaca a mobilização de líderes empresariais do mundo para “tentar preencher as lacunas“.

    Ao redor do globo, tomadores de decisão, executivos, pesquisadores e inovadores trabalham para desbloquear o financiamento e os recursos necessários para uma ação climática eficaz e equitativa“, diz a edição.

    O Presidente Lula entrou na categoria Líderes da TIME100 Climate, que também inclui Inovadores; Titãs; Defensores e Catalisadores.

    Na mesma categoria de Lula se encontra outro brasileiro, André Corrêa do Lago, presidente da COP30. Leia a justificativa para a escolha:

    Retrato em preto e branco de um homem sorridente com barba e cabelo grisalho, contra um fundo verde com padrões.

    André Corrêa do Lago
    Presidente da COP30

    As relações internacionais, em todas as questões, estão profundamente fragmentadas. E as mudanças climáticas não são exceção, com tudo, desde o uso de combustíveis fósseis até medidas comerciais relacionadas ao clima, dividindo os países.

    Como presidente da cúpula climática anual da ONU, este ano conhecida como COP30 e realizada em Belém, Brasil, André Corrêa do Lago tem a missão de unir os fragmentos e, segundo ele próprio, mostrar ao mundo que o multilateralismo ainda pode trazer resultados.

    “A única maneira de resolver questões importantes é por meio da cooperação”, afirma. “Mas o contexto internacional é bastante complexo.”

    Desde seus primeiros dias no cargo, o embaixador brasileiro de longa data tem enfatizado os esforços para mostrar, e não apenas dizer, ao mundo que as soluções climáticas podem funcionar. Corrêa do Lago coordenou um Mutirão global — expressão portuguesa para “esforço coletivo” — com encontros de partes interessadas para discutir ações concretas para superar a paralisia geopolítica.

    E lançou uma plataforma — essencialmente uma ferramenta online com estudos de caso e análises — para avaliar os inúmeros compromissos que surgiram em conferências climáticas da ONU, com o objetivo de acelerar as soluções que funcionam. “Temos que garantir que possamos convencer as pessoas de que isso pode trazer impactos muito positivos”, afirma. 

    Poucos esperam um acordo abrangente, que acontece uma vez a cada geração, entre quase 200 países no Brasil este ano. Mas essa não é mais a meta. Por décadas, especialistas em clima temiam que o processo fracassasse se os EUA recuassem.

    Corrêa do Lago vê um caminho a seguir: se a COP30 conseguir mobilizar coalizões que impulsionem os setores de aço, energia, florestas e comércio na direção certa, o multilateralismo terá cumprido seu papel.



    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading