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Lula desafia Camilo Santana a superar Haddad e anuncia criação de Universidade Indígena e de Esporte

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    Presidente Lula
    Presidente Lula discursa durante cerimônia de Outorga da Ordem Nacional do Mérito Educativo |14.11.2025| Imagem reprodução/Canal Gov


    Presidente assina projetos de lei para 8,6 mil novos cargos no MEC durante evento em Brasília que celebrou os 95 anos do Ministério e honrou personalidades como Aílton Krenak e Gil do Vigor




    Brasília, 15 de novembro 2025

    O cenário político-educacional brasileiro foi agitado na sexta-feira (14/nov), em Brasília, durante a cerimônia de Outorga da Ordem Nacional do Mérito Educativo, evento que celebrou os 95 anos do Ministério da Educação (MEC).

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou seu discurso para traçar um panorama histórico da educação no país, defender o investimento como ferramenta de transformação social e lançar um desafio direto ao ministro Camilo Santana.

    O discurso de Lula foi visto como uma resposta às declarações recentes do governador de São PauloTarcísio de Freitas (Republicanos): “O diploma tem cada vez menos relevância” no mercado de trabalho, afirmou durante evento na quinta-feira (13/nov), quando anunciou justamente a expansão do ensino técnico no estado.

    Na ocasião, ele argumentou que o mercado está mais interessado em habilidades e competências do que na formação acadêmica tradicional. 

    “O diploma cada vez tem menos relevância; a competência, cada vez mais. O mercado quer saber: quais são suas habilidades — e não apenas onde você se formou”. 

    A declaração polêmica do bolsonarista gerou debate, especialmente porque dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que, no Brasil, pessoas com diploma de ensino superior ganham salários significativamente maiores (cerca de 148% a mais) do que aquelas com apenas o ensino médio, uma diferença maior do que a média em países desenvolvidos. 

    Ontem, o Presidente Lula, em um gesto que movimentou a estrutura federal, assinou dois projetos de lei que serão encaminhados ao Congresso Nacional. O primeiro PL autoriza a criação de mais de 8,6 mil cargos de magistério superior e técnico-administrativo em educação, elevando o quantitativo de 21.204 para 29.804.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.

    O segundo projeto estabelece um plano especial de cargos para o MEC, buscando organizar a força de trabalho e tratar de maneira igualitária os servidores.

    Haddad vs. Camilo Santana

    Em um dos momentos mais dinâmicos do evento, o presidente Lula relembrou seus ex-ministros da Educação e estabeleceu uma meta clara para o atual gestor da pasta, Camilo Santana.

    Lula afirmou ter “muito orgulho de dizer” que, antes mesmo do fim da gestão de Camilo, Fernando Haddad (hoje Ministro da Fazenda) “continua sendo o melhor ministro da educação que esse país já teve”.

    O presidente então desafiou publicamente Camilo Santana: “A tarefa que eu dei pro Camilo é que quando terminar a gestão do Camilo o Haddad vai ser o medalha de prata e ele tem que virar o medalha de ouro”. O objetivo, segundo Lula, é garantir que o ministro da educação seja o melhor do país.

    O Presidente ressaltou que a importância do investimento em educação é uma questão de “bom senso”, pontuando que é “mais barato melhorar a qualidade de ensino das crianças no ensino fundamental [e] garantir um pé de meia para que os jovens não desistam do ensino médio do que manter um jovem na cadeia por falta de oportunidade que ele teve de estudar”.

    Educação como Revolução e Soberania

    Lula, que fez questão de mencionar que é o “único presidente da república desse país que não tive acesso à universidade”, reiterou seu orgulho por ser o presidente que “mais fez universidades que mais fez institutos federais que mais fez investimento na educação nesse país”.

    O estadista destacou que, historicamente, a “elite dominante desse país” demonstrou a “não importância” para com a educação, citando a diferença de 400 anos entre a criação da primeira universidade em Santo Domingo (1532) e no Brasil (1920).

    A chave para o desenvolvimento, na visão de Lula, é o investimento na qualidade: “se a gente não investir em educação não tem como fazer esse país dar um salto de qualidade […] não tem como a gente não deixar de ser exportador de comod [commodities] e ser exportador de inteligência de conhecimento”.

    Novas Universidades e Políticas de Inclusão

    Reforçando o compromisso com a inclusão e o futuro do país, Lula anunciou que irá surpreender o mundo com a criação de novas instituições no próximo mês: “eu vou anunciar uma universidade de esporte nesse país e uma universidade indígena nesse país que é para poder coroar educação nesse país definitivamente”.

    A inclusão de povos indígenas e, possivelmente, quilombolas, faz parte da visão de que “os pobres desse país ainda não estão nas instituições que mandam no poder”.

    Lula e o ministro Camilo Santana exaltaram as políticas de inclusão criadas nos governos do PT. O ProUni (Programa Universidade para Todos) foi classificado por Lula como a “maior revolução educacional desse país”. As Cotas foram lembradas como uma “grande revolução”.

    Lula ainda mencionou o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), que antes pedia um fiador que o “povo trabalhador o povo próprio da periferia” não tinha. Ele creditou a Haddad a criação do programa Desenrola, que permitiu a renegociação de R$ 17 bilhões de reais, demonstrando que o que falta no país é “oportunidade”.

    O Testemunho da “Marreta” de Gil do Vigor

    A cerimônia contou com a fala emocionante do economista e influenciador digital Gil do Vigor, um dos agraciados com a Ordem Nacional do Mérito Educativo. Gil narrou como a educação, aliada a políticas públicas como o Bolsa Família e o sistema de cotas, salvou sua vida.

    Ele utilizou uma metáfora poderosa, ensinada por sua mãe, para descrever o acesso à educação para os mais pobres: “meu filho existe uma parede e uma parede muito grossa e a gente que somos pobres nós só temos uma marretinha bem pequena, mas essa marretinha é educação”.

    Gil continuou afirmando que é preciso usar essa “marretinha” para quebrar a “barreira que é a desigualdade”.

    Representando os beneficiados pela inclusão, Gil enfatizou o papel transformador das políticas, destacando que sua pesquisa de doutorado/PHD trata justamente de como a educação “salva vidas de jovens” do caminho do crime.

    A honraria entregue na cerimônia agracía personalidades nacionais e estrangeiras, como o líder indígena Aílton Krenak, Fernando Gomes de Morais (jornalista e escritor), a professora e escritora Lavínia Rocha, e o ex-reitor Luiz Carlos Cancellier (póstumo).

    A Primeira-Dama do Brasil, a socióloga Rosângela Lula Silva, também foi agraciada com a Ordem Nacional do Mérito Educativo no grau Grã-Cruz.

    A mensagem final, reforçada pelo ministro Camilo Santana, é que a educação é a base de um país “soberano democrático e livre”.

    O presidente Lula concluiu a cerimônia pedindo que o Brasil“oportunidade e coloque dinheiro na educação que esse país fará a sua revolução”.



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    2 comentários em “Lula desafia Camilo Santana a superar Haddad e anuncia criação de Universidade Indígena e de Esporte”

    1. Parabéns presidente Lula, o melhor presidente, mas cabe aqui uma reflexão. Antes de se chegar nas Universidades e Centros Tecnológicos, primeiro precisa passar pela Educação Básica e em alguns estados(a grande maioria do país) os professores(as) não são valorizados. Os governadores têm utilizados de manipulação contábil para justificar o pagamento do Piso.

    2. Gerson Vieira Guimarães

      Isso aí Lula. Agora não esqueça do nosso IFEP (Instituto Federal de Especialização Federal). Um modo de inclusão para a sociedade menos atendida a ter a possibilidade do conhecimento tecnológico no Ramo do Petróleo e demais energias.

    Os comentários estão fechados.

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