Lula e premiê da Dinamarca conversam ao telefone e reforçam cooperação para COP-30 e acordo MERCOSUL-UE
Telefonema entre líderes aborda multilateralismo, Groenlândia e paz na Ucrânia, com foco em eventos globais de 2025 – SAIBA MAIS
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Brasília, 11 de abril de 2025
Nesta sexta-feira (11/abr) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por cerca de 40 minutos com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, reforçando laços bilaterais e discutindo temas globais cruciais.
A ligação destacou a cooperação para a COP-30, a Cúpula Brasil-União Europeia, o acordo MERCOSUL-UE, a questão da Groenlândia e esforços pela paz na Ucrânia, com ambos os líderes defendendo o multilateralismo e o livre comércio.
Lula reiterou o convite para que Frederiksen visite o Brasil no segundo semestre de 2025, participando de dois eventos estratégicos. “Reforcei o convite para que a primeira-ministra visite o Brasil no segundo semestre, tanto para participar da COP-30 quanto da Cúpula Brasil-União Europeia, cuja data ainda será definida”, afirmou o presidente, segundo postagem no X.
Recebi o telefonema da primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, hoje pela manhã. Reforcei o convite para que a primeira-ministra visite o Brasil no segundo semestre, tanto para participar da COP-30 quanto da Cúpula Brasil-União Europeia, cuja data ainda será definida.…
A COP-30, prevista para novembro em Belém, será um marco na agenda climática global, enquanto a Cúpula Brasil-UE, ainda sem data confirmada, visa fortalecer os laços econômicos e políticos entre os blocos.
Avanço no Acordo MERCOSUL-União Europeia
A conversa sublinhou a importância de finalizar o acordo comercial entre MERCOSUL e União Europeia, em negociação há mais de duas décadas. Lula destacou a oportunidade estratégica do momento:
“Estamos determinados a trabalhar juntos pela finalização do acordo MERCOSUL-União Europeia, sobretudo tendo em vista que o Brasil estará na presidência do MERCOSUL no segundo semestre e a Dinamarca na presidência rotativa do Conselho da União Europeia.”
A coincidência das presidências, com o Brasil liderando o MERCOSUL e a Dinamarca no Conselho da UE, foi apontada como um catalisador para as negociações.
Contexto Geopolítico e Paz na Ucrânia
O diálogo também abordou tensões globais, com foco no conflito entre Rússia e Ucrânia. Lula reforçou a posição brasileira de buscar uma solução pacífica:
“Conversamos sobre o contexto geopolítico atual e indiquei a disposição do Brasil e da China em contribuir para o fim do conflito na Ucrânia por meio do Grupo de Amigos da Paz.” O Grupo de Amigos da Paz é uma iniciativa mencionada pelo presidente para mediar negociações.
A abordagem reflete o compromisso do Brasil com a diplomacia em um cenário de crescente polarização global.
Mette Frederiksen, por Euractiv
Lula em foto de Ricardo Stuckert / PR
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Solidariedade à Dinamarca na Questão da Groenlândia
Lula expressou apoio à Dinamarca diante das pressões dos Estados Unidos, que, sob a liderança de Donald Trump, reiteraram interesse em anexar a Groenlândia, território autônomo dinamarquês. “Também expressei o apoio e a solidariedade do Brasil na questão da Groenlândia”, declarou o presidente.
A Groenlândia, com 2 milhões de quilômetros quadrados e apenas 56 mil habitantes, é estrategicamente relevante no Ártico, mas tanto Frederiksen quanto líderes locais rejeitam qualquer anexação. Ao todo, 85% dos groenlandeses opõem-se à incorporação pelos EUA.
A Groenlândia permanece economicamente ligada à Dinamarca, reforçando a soberania dinamarquesa.
Defesa do Multilateralismo e Livre Comércio
Ambos os líderes concordaram sobre a necessidade de proteger o multilateralismo em um contexto de protecionismo crescente, especialmente com as tarifas impostas por Trump. “Concordamos com a importância da defesa dos princípios do multilateralismo, especialmente no que diz respeito ao livre comércio”, afirmou Lula.
Essa posição foi reforçada em meio a preocupações com uma guerra tarifária global, com a China enfrentando taxações de até 125% dos EUA.
Impacto e Perspectivas
O telefonema sinaliza um alinhamento estratégico entre Brasil e Dinamarca em pautas globais, com potencial para influenciar negociações comerciais e climáticas em 2025.
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