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Lula e o mundo condenam massacre de Israel em Gaza: dezenas de palestinos deslocados são mortos em escola

    Lula e o mundo condenam massacre de Israel em Gaza: dezenas de palestinos deslocados são mortos em escola


    Consolada por várias mulheres, Walaa Al-Kilani lamenta a morte da mãe e do irmão durante ataque militar israelense que atingiu uma escola que abrigava moradores deslocados, no Hospital Al-Shifa, na Cidade de Gaza 26.5.2025 | Foto de Jehad Alshrafi/AP


    Enquanto o país liderado por Benjamin Netanyahu intensifica suas operações militares, a crise humanitária se agrava, com fome, deslocamento forçado e mortes de civis, incluindo crianças, gerando clamor global por um cessar-fogo imediato e o fim do bloqueio – SAIBA MAIS

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    Brasília/Doha, 26 de maio de 2025

    Na madrugada desta segunda-feira (26/mai), um bombardeio israelense contra uma escola que servia de abrigo para deslocados na Faixa de Gaza resultou na morte de ao menos 36 pessoas, incluindo mulheres e crianças, segundo autoridades de saúde palestinas.

    Este foi um dos ataques mais letais em um único dia, com um total de 52 mortos em bombardeios em todo o território, conforme relatado pela Defesa Civil de Gaza.

    A ofensiva, parte de uma intensificação da campanha militar de Israel, ocorre em meio a um bloqueio que agrava a fome e a crise humanitária, gerando condenações internacionais.

    Bombardeio em Escola: “Um Massacre Covarde”

    O ataque aéreo atingiu uma escola na Faixa de Gaza que abrigava milhares de deslocados, muitos dos quais fugiram de suas casas devido à violência contínua.

    De acordo com a Reuters, o bombardeio matou 48 pessoas, incluindo sete crianças, em um complexo escolar próximo a um mercado e restaurante em na cidade de Gaza.

    A Defesa Civil de Gaza, administrada pelo Hamas, relatou que “pelo menos nove casas e tendas de civis foram bombardeadas durante a noite”, com dezenas de pessoas presas sob os escombros.

    A UN News detalhou que o ataque a uma escola administrada pela UNRWA (Agência das Nações Unidas para Refugiados Palestinos) em Al Bureij matou 30 pessoas, incluindo mulheres e crianças, e foi descrito como “um ato sem humanidade, enquanto o mundo assiste famílias sendo bombardeadas, queimadas vivas e famintas”.

    O Presidente da Rrepública Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já vinha condenando outros ataques, classificando-os como “genocídio” e chamando-os de “vergonhosos e covardes” (leia a nota completa no final da matéria).

    O vigário da Custódia da Terra Santa, Pe. Ibrahim Faltas, também se pronunciou, afirmando ao Vatican News que “as crianças e os bebês de Gaza não são o inimigo”, destacando a tragédia de menores como vítimas inocentes.

    Intensificação Militar e Bloqueio Humanitário

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    Os ataques ocorrem no contexto da Operação Gideon’s Chariots, lançada por Israel para expandir o controle sobre o território palestino.

    As IDF (Israel Defense Forces Forças de Defesa de Israel) planejam ocupar 75% da Faixa de Gaza nos próximos dois meses, forçando a maior parte da população civil a se concentrar em apenas 25% do território.

    O Al Jazeera informou que, desde o início de uma nova ofensiva terrestre em 18 de maio, pelo menos 464 palestinos foram mortos em uma semana, incluindo 144 pessoas em um único dia de bombardeios intensos que atingiram hospitais e residências.

    O bloqueio imposto por Israel desde 2 de março exacerbou a crise humanitária.

    “A escassez aguda de alimentos está acelerando a fome da população palestina”, com 290 mil crianças em risco iminente de morte por inanição, relatou o jornal palestino.

    Um caso emblemático é o de Siwar, uma bebê de cinco meses que pesava apenas 2 kg devido à desnutrição causada pela falta de suprimentos.

    Reações Internacionais e Críticas

    A comunidade internacional reagiu com indignação. O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Türk, condenou os planos de Israel de transferir forçadamente a população de Gaza para uma pequena área no sul, afirmando à UN News que “isso alimenta preocupações de que a intenção é tornar a vida dos palestinos incompatível com sua existência em Gaza.

    Os ministros das Relações Exteriores de Alemanha, França e Reino Unido emitiram uma declaração conjunta, segundo a Reuters, exigindo que “a ajuda humanitária nunca seja usada como ferramenta política e que o território palestino não sofra mudanças demográficas”.

    Enquanto isso, o chefe da Fundação Humanitária de Gaza, Jake Wood, renunciou, denunciando que o plano apoiado pelos Estados Unidos para distribuir ajuda viola princípios humanitários.

    A World Central Kitchen, uma ONG baseada nos EUA, também suspendeu suas operações em Gaza após ser impedida de entregar suprimentos, disse o Al Jazeera.

    Perspectivas de Cessar-Fogo

    Apesar da escalada, há sinais de negociações. Uma autoridade palestina informou à Reuters que o Hamas aceitou uma proposta do enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, para um cessar-fogo em Gaza.

    No entanto, a intensificação dos ataques e a falta de progresso em negociações anteriores, que colapsaram em março de 2025, geram ceticismo.

    Impacto Humanitário e Números Alarmantes

    A guerra, iniciada após o ataque do Hamas em outubro de 2023, já matou mais de 53 mil pessoas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, com a Gaza Government Media Office estimando um total de 61,7 mil mortos, incluindo milhares sob os escombros.

    Cerca de 420 mmil palestinos – aproximadamente 20% da população de Gaza – foram deslocados novamente nas últimas cinco semanas.

    A Al Jazeera destacou que “os ataques de Israel têm como alvo toda a Faixa de Gaza, com foco particular no norte, onde hospitais também foram repetidamente bombardeados”.

    Especialmente o bombardeio de uma escola que abrigava deslocados em Gaza é mais um capítulo trágico de uma guerra que já dura 600 dias.

    Enquanto Israel intensifica suas operações militares, a crise humanitária se agrava, com fome, deslocamento forçado e mortes de civis, incluindo crianças, gerando clamor global por um cessar-fogo imediato e o fim do bloqueio.

    Lula condena genocídio em Gaza

    Em Nota à Imprensa, neste domingo (25/mai), o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou: “A morte de 9 dos 10 filhos da médica palestina Alaa Al-Najjar, como consequência de ataque aéreo do governo de Israel na Faixa de Gaza, no sábado (24), é mais um ato vergonhoso e covarde. Seu único filho sobrevivente e seu marido, também médico, seguem internados em estado crítico“.

    O estadista disse ainda que “esse episódio simboliza, em todas as suas dimensões, a crueldade e desumanidade de um conflito que opõe um estado fortemente armado contra a população civil indefesa, vitimando diariamente mulheres e crianças inocentes“.

    E completou seu texto afirmando que “já não se trata de direito de defesa, combater o terrorismo ou buscar a libertação dos reféns em poder do Hamas. O que vemos em Gaza hoje é vingança. O único objetivo da atual fase desse genocídio é privar os palestinos das condições mínimas de vida com vistas a expulsá-los de seu legítimo território“.

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