
VLADIMIR PUTIN e LULA se cumprimentam na recepção do líder russo aos chefes de Estado que foram participar da comemoração dos 80 anos do Dia da Vitória na Segunda Guerra Mundial |8.5.2025| Foto de Ricardo Stuckert
Recepção reforça laços multilaterais e celebra os 80 anos da vitória contra o nazismo, com destaque para a presença do estadista brasileiro e o chinês Xi Jinping – SAIBA MAIS
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Moscou, 08 de maio de 2025
Na noite russa desta quinta-feira (8/mai), o presidente da Federação, Vladimir Putin recebeu chefes de Estado e governo no Grande Palácio do Kremlin, em Moscou, para um jantar solene às vésperas das comemorações dos 80 anos do Dia da Vitória, que marca a rendição da Alemanha nazista em 1945.
Entre os presentes, destacaram-se o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o líder chinês Xi Jinping e outros 27 líderes globais, em um evento que simboliza a resistência antifascista e a projeção de uma ordem multipolar.
A recepção, amplamente coberta pela mídia local, reforça a narrativa de que a Rússia não está isolada diplomaticamente, apesar das tensões com o Ocidente.
Recepção no Kremlin: Um Evento de Grande Escala
O jantar no Kremlin foi descrito como um momento de alta relevância diplomática, com a presença de líderes de países do Sul Global e ex-repúblicas soviéticas.
Segundo a agência estatal TASS, Putin saudou pessoalmente cada chefe de Estado, incluindo Lula, Xi Jinping, Nicolás Maduro (Venezuela), Miguel Díaz-Canel (Cuba) e Robert Fico (Eslováquia).
O evento contou com 30 delegações estrangeiras, sendo mais de 20 lideradas por chefes de Estado, um número significativo em meio ao contexto de sanções ocidentais.
O discurso de Putin reforçou a importância de preservar a memória da vitória soviética e combater tentativas de reescrever a história da Segunda Guerra Mundial.
Encontros Bilaterais e Agenda Estratégica
A agenda de Putin incluiu reuniões bilaterais com Lula, Xi Jinping e Maduro antes do desfile militar na Praça Vermelha, marcado para 9 de maio.

As discussões com Lula abordaram o fortalecimento do comércio bilateral, com foco em ciência e tecnologia, além da cooperação no âmbito do BRICS, bloco presidido pelo Brasil em 2025.
a presença de Lula sinaliza o compromisso brasileiro com o multilateralismo e a busca por uma solução pacífica para o conflito na Ucrânia, mencionando o Grupo de Amigos da Paz, iniciativa lançada por Brasil e China na ONU.
Simbolismo Histórico e Projeção Global
O jornal Rossiyskaya Gazeta, órgão oficial do governo russo, enfatizou o simbolismo do evento, que celebra não apenas a vitória de 1945, mas também a resiliência da Rússia contemporânea.
O jantar foi realizado em um ambiente de “calorosa hospitalidade”, com Putin oferecendo flores à primeira-dama brasileira, Janja Lula da Silva, um gesto de cortesia amplamente noticiado.
Diversos líderes estavam presentes, incluindo representantes de Armênia, Azerbaijão, Belarus e nações da Ásia Central, um contraponto à ausência de líderes ocidentais, que boicotaram o evento devido à guerra na Ucrânia.
Cobertura Televisiva e Narrativa Nacionalista
O canal Russia Today (RT), conhecido por sua influência global, deu ênfase à transmissão ao vivo da recepção e à narrativa de unidade nacional.
A RT informou que o evento no Kremlin foi acompanhado por uma programação especial, incluindo documentários sobre a Grande Guerra Patriótica (1941-1945) e entrevistas com veteranos.
A emissora destacou a fala de Yuri Ushakov, conselheiro de Putin, que celebrou a “grande escala” do evento, apesar da “atitude hostil” de países ocidentais.
A RT também mencionou que a presença de líderes como Lula e Xi Jinping reforça a imagem da Rússia como um polo de influência em um mundo multipolar.
Contexto e Impacto Diplomático
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A presença de Lula e outros líderes no Kremlin, conforme relatado pelas fontes russas, reflete a estratégia de Putin de consolidar alianças com países do Sul Global, especialmente em meio às tensões com o Ocidente.
A mídia russa, de forma unificada, apresentou o evento como uma demonstração de força diplomática e uma celebração da memória antifascista.
Para o Brasil, a participação de Lula, acompanhado por uma comitiva que incluiu o chanceler Mauro Vieira e o assessor Celso Amorim, foi vista como uma oportunidade de reforçar o papel do país no Brics e na mediação de conflitos globais, como a guerra na Ucrânia.












