Presidente se emocionou ao comentar situações de fome pelas quais passou durante a infância e na fase adulta
Brasília, 06 de agosto de 2025
Em um discurso emocionado na reunião plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), em Brasília, na terça-feira (5/ago), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva compartilhou memórias pessoais de quando enfrentou a fome, destacando a dificuldade de admitir a necessidade de comida.
Ele relatou um episódio de 1965, quando, desempregado e trabalhando na Fábrica Vilares, não levou marmita e, por vergonha, recusava ofertas de colegas enquanto imaginava comer seus sanduíches de mortadela.
Lula também lembrou que só conheceu pão aos sete anos, em Pernambuco, onde a falta de recursos impedia o acesso a alimentos básicos.
O presidente usou essas vivências para criticar a superficialidade de discursos vazios e enfatizar que cuidar dos pobres exige empatia genuína, um sentimento que vem do coração e não apenas da razão.
Ele destacou que a fome “corrói por dentro” e que muitas pessoas evitam confessá-la por vergonha, um problema que exige políticas públicas consistentes.
Lula defendeu a necessidade de transformar a fome em uma questão política, envolvendo toda a sociedade para enfrentá-la, e criticou a falta de sensibilidade de governantes globais que ignoram a gravidade da insegurança alimentar.
A fala de Lula veio no contexto da celebração da saída do Brasil do Mapa da Fome, anunciada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) na semana anterior.
O país reduziu a subnutrição para menos de 2,5% da população no triênio 2022-2024, um marco alcançado pela primeira vez em 2014, mas perdido entre 2018 e 2020.
Programas como o Bolsa Família e o fortalecimento do Consea foram citados como fundamentais para esse resultado, com Lula reforçando que políticas de Estado, e não medidas temporárias, são essenciais para manter o progresso.
Lula também aproveitou para criticar o uso de agrotóxicos na produção de alimentos, defendendo uma alimentação mais saudável e livre de venenos, especialmente para os mais pobres.
Ele comparou o desafio de combater a fome ao de enfrentar crises internacionais, como as tarifas impostas pelos Estados Unidos, afirmando que a desigualdade no Brasil é uma questão mais complexa e urgente.
O presidente encerrou reafirmando seu compromisso com um país mais justo, onde ninguém passe fome, e celebrando o “bom momento” do Brasil ao dar exemplo ao mundo.









Tem uma frase do ex preso politico – Alexander Solijnitsen – no livro Arquipélago de Gulags
“Eles não podem falar da gente, por que eles nunca passaram pelo que a gente passou”. Isso somente pode falar quem passou FOME como o presidente LULA.
Os comentários estão fechados.