Segundo o IPEA, melhores resultados de renda, desigualdade e pobreza de toda a série histórica de pesquisas domiciliares iniciada em 1995 foram alcançados em 2024
Brasília, 26 de novembro 2025
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), comemorou em suas redes sociais, nesta quarta-feira (26/nov), o resultado do “estudo do Ipea” divulgado na véspera, mostrando que “o Brasil alcançou, em 2024, os melhores resultados de renda, desigualdade e pobreza de toda a série histórica de pesquisas domiciliares, iniciada em 1995″.
Hoffmann reproduz os dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, fundação pública federal vinculada ao Ministério do Planejamento e Orçamento, mostrando que, “ao longo desse período, a renda familiar per capita aumentou cerca de 70%, enquanto o coeficiente de Gini caiu quase 18% e a taxa de extrema pobreza recuou de 25% para menos de 5%”.
A petista observa ainda que “o estudo informa que o maior impulso para a redução da desigualdade e da pobreza se deu entre 2003 e 2015″.

Conforme mostra o “gráfico 1” do Ipea abaixo, durante a gestão Bolsonaro, entre 2019 e 2022, a renda per capita despencou de R$ 1.813 para R$ 1.610.
Na sequência, o “gráfico 4” também mostra que, em um trecho do mesmo período do governo anterior, a linha azul aponta a taxa de extrema pobreza dando um salto considerável, até ser revertida no governo Lula. atingindo o menor índice da história em 2024.
O período petista, partindo em 2003 de R$ 1.141 para R$ 1.800 em 2015, traduz, segundo Gleissi Hoffmann, a concentração de uma “combinação de políticas públicas de renda, com geração de empregos e aumento dos salários, nos primeiros governos do presidente” Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “e da presidenta” Dilma Rousseff, que hoje lidera o Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS.


“Ainda há muito o que fazer para superar a desigualdade, e vamos continuar trabalhando, porque é quando a vida do povo melhora que um país cresce de verdade”, prometeu Gleisi Hoffmann, em nome do governo federal sob o partido do Presidente Lula.
Leia o resumo da publicação original do IPEA
Pobreza e Desigualdade no Brasil (1995–2024)
O objetivo da Nota Técnica Nº 120 do Ipea é documentar, decompor e analisar as transformações na distribuição de renda no Brasil entre 1995 e 2024, utilizando informações de pesquisas domiciliares do IBGE, com ênfase no período mais recente.
Avanços Históricos e Trajetória da Renda
No longo prazo, entre 1995 e 2024, o Brasil apresentou avanços expressivos nos indicadores de renda, desigualdade e pobreza. A renda média real cresceu cerca de 70%; o Coeficiente de Gini recuou quase 18%; e a taxa de extrema pobreza diminuiu de 25% para menos de 5% nas pesquisas domiciliares.
Entretanto, esse progresso não foi linear, concentrando-se em dois períodos distintos:
1 – 2003 a 2014: Este período marcou 11 anos seguidos de aumento real da renda domiciliar per capita, acumulando uma alta de 58%, e atingindo R$ 1800 em 2014. Cerca de 80% do aumento total da renda per capita entre 1995 e 2024 ocorreu neste intervalo.
2 – 2021 a 2024 (Retomada Pós-Pandemia): Após o período de múltiplas crises (2014–2021), que incluiu a recessão e a pandemia (quando a renda per capita atingiu seu menor valor em uma década em 2021), o triênio 2021–2024 registrou o maior crescimento do poder de compra médio desde o Plano Real, com alta acumulada de mais de 25%.

Em 2024, o Brasil atingiu os melhores números da série histórica das pesquisas domiciliares para a renda média (R$ 2015 por pessoa), desigualdade e pobreza.
Desigualdade e Pobreza
A desigualdade, medida pelo Coeficiente de Gini e pela Razão de Palma, seguiu um padrão semelhante ao da renda: estagnação nos anos 1990, queda acentuada entre 2002 e 2015, reversão com as crises de 2014–2021 e, finalmente, um novo período de progresso desde 2021. Em 2024, a desigualdade alcançou novos mínimos históricos.
A pobreza extrema (linha de $3/dia, equivalente a R$ 267 mensais em 2024) e a pobreza (linha de $8,30/dia, equivalente a R$ 738 mensais em 2024) também caíram significativamente, atingindo em 2024 os menores patamares da história. Em 2024, 4,8% dos brasileiros estavam em situação de extrema pobreza, e 26,8% eram pobres.
Determinantes da Melhoria Recente (2021–2024)
A melhora recente nos indicadores sociais foi impulsionada por uma combinação virtuosa de crescimento da renda média e redução da desigualdade. Decomposições revelam que os ganhos distributivos foram impulsionados em igual medida pelo aquecimento do mercado de trabalho e pela expansão das transferências assistenciais.
No período 2021–2024, mudanças na renda do trabalho foram responsáveis por 49% da queda do Gini, enquanto a assistência social (incluindo BPC, PBF, PAB e Auxílio Emergencial em 2020 e 2021) contribuiu com 44%. O efeito estático das transferências assistenciais na redução da desigualdade e da extrema pobreza dobrou no biênio 2023/2024 em comparação com a média dos anos 2010.
O Ipea ressalta, no entanto, que todos os resultados são baseados em pesquisas domiciliares, que tendem a subestimar rendimentos do capital e dos mais ricos, bem como subestimar as transferências assistenciais.

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Isso chama competência, empatia e amor ao povo brasileiro. Lula/Dilma são demais. ❤️❤️❤️
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